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  • 2010
  • 1ª Semana da Educação mobiliza comunidade campineira

1ª Semana da Educação mobiliza comunidade campineira

1ª Semana da Educação mobiliza comunidade campineira

Encontro de Educação no plenário da Câmara

A 1ª Semana da Educação de Campinas, ocorrida de 26 a 30 de abril, atingiu aos seus objetivos: mobilizou a sociedade civil para a causa “qualificação do ensino nas escolas públicas” e evidenciou a existência do Compromisso Campinas pela Educação (CCE) – organizador do programa – como movimento que trabalha em prol da melhoria da educação no setor público.

Aproximadamente 3 mil pessoas participaram das 24 atividades do calendário que ocupou manhãs, tardes e noites em diversos locais da cidade ao longo do período. Palestras, oficinas, sessão de filme, circuito turístico por pontos relacionados à educação na cidade, cerimônia de encerramento do curso de extensão Gestão para o Sucesso Escolar (GSE) oferecido a diretores de escolas públicas, apresentação da Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas, entre outras atrações gratuitas, atraíram profissionais da educação, empresários, religiosos, autoridades e demais interessados no tema. De acordo com o coordenador executivo do movimento, Arnaldo Rezende, a Semana da Educação foi um ”divisor de águas” para a causa da educação pública na cidade.

Passada a primeira edição da Semana da Educação o Compromisso Campinas pela Educação permanecerá em evidência. Não só por conta das reflexões  lançadas na Semana da Educação – as quais integrarão outros fóruns de debate –, mas também em função da campanha publicitária “Educação 10. É isso que Campinas quer!”, que estampará todas as mídias com a imagem do garoto-propaganda Serginho Groisman, jornalista e apresentador da TV Globo, ao longo de 2010. A campanha “Educação 10”, lançada na Semana da Educação, convoca a todos os segmentos da sociedade para a participação e responsabilidade em promover melhorias no ensino e no aprendizado dos estudantes das escolas públicas.

Logo na solenidade de abertura da Semana da Educação, na noite de 26 de abril, os presentes foram desafiados pelo discurso do Embaixador da República da Coreia, Kyong Lim Choi. Ele salientou que, afora outras iniciativas, “a febre de educação que acomete o povo sul-coreano” foi crucial para o sucesso da reforma educacional que em 40 anos fez do país a referência mundial em educação e em economia que é hoje.

cce2Na noite seguinte, os participantes ganharam novo ânimo e alento com a palestra da neurocientista Suzana Herculano-Houzel, do quadro do Fantástico ‘Neurológica’.  A especialista deixou claro que a experiência, a atenção, a motivação e horas de sono na medida certa são a receita para um aprendizado eficaz em qualquer época da vida.

Pessoas de todas as idades e com diferentes áreas de interesse conheceram um pouco de como se deu a formatação da educação de Campinas durante o roteiro turístico da educação. Com passagem por sete colégios, entre estaduais e particulares, o passeio guiado – que teve duração de 90 minutos – foi permeado por relatos de como o catolicismo, o protestantismo, a maçonaria e o surgimento da República Federativa influenciaram o modelo atual da educação na cidade. As oito saídas de ônibus, que partiram da lateral da Prefeitura Municipal de Campinas, ocorreram graças à parceria entre o CCE e a Secretaria Municipal da Indústria, Comércio, Serviços e Turismo por meio do seu Departamento de Turismo.

Professores, coordenadores pedagógicos e outros profissionais de educação atualizaram seu conhecimento e renovaram suas ideias por meio das oficinas ministradas por escritoras e professoras na Livraria Saraiva, no Instituto Dona Carminha, no Laboratório de Informática da Biblioteca Central Cesar Lattes da Unicamp e, exclusivamente para os diretores que encerraram o curso de extensão Gestão para o Sucesso Escolar (GSE), no Terraço Sousas.

Um dos momentos mais polêmicos da programação ocorreu durante a mesa-redonda “O direito à educação de qualidade”, na noite de quarta-feira, 28 de abril. Os palestrantes foram convidados pelo mediador, Arnaldo Rezende, a dar nota de 0 a 10 para a educação pública no Brasil. Linda Goulart, assessora do Ministério da Educação e Cultura (MEC) e coordenadora da Mobilização Nacional pela Educação, deu nota 4. Naércio Aquino Menezes Filho, Ph.D. em economia – University of London, Coordenador do Centro de Políticas Públicas do Insper, Professor Associado da FEA-USP, Consultor da Fundação Itaú Social e colunista do jornal Valor Econômico, avaliou o desempenho da educação pública no País em 3, a mesma pontuação citada por Daniel Cara, coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação.

Já Maria Izabel Noronha, presidente do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (APEOESP) e membro do Conselho Nacional de Educação, deu nota 6. Embora as notas dadas pelos especialistas mostrem que a educação gratuita no Brasil precise de socorro urgente, os depoimentos demonstraram que já soou o alarme para o despertar do problema e que ações surgem aqui e ali numa manifestação que, espera-se, desencadeie uma breve mobilização generalizada em prol da qualidade da educação pública no País.

cce1O pedagogo e personagem do filme O Contador de histórias, Roberto Carlos Ramos, foi o centro das atenções do seminário ‘Os desafios da adolescência na escola’, que aconteceu no plenário da Câmara Municipal de Campinas na noite de 29 de abril (foto acima). Ele encantou a todos ao relembrar que uma das pessoas que mais o ensinou durante sua vivência na extinta Febem foi a cozinheira, que em sua simplicidade atraía a atenção de centenas de garotos por conta das histórias que contava.

Ivan Capelatto, psicólogo e autor de diversos livros sobre psicoterapia de crianças, adolescentes e famílias, destacou o papel do educador que deve agir como aquele que educa a dor, que na condição de ouvinte está disposto a ajudar o jovem a lidar com sentimentos comuns a todos como medo, raiva e culpa.

Dr. Richard Pae Kim, juiz da Vara de Infância e da Juventude de Campinas e Silmara Ramos Quintana, coordenadora da Comissão de Medidas Sócioeducativas do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente – CMDCA Campinas também participaram da mesa com observações sobre a aplicação da Justiça Restaurativa em escolas da cidade acompanhados ainda de Ivanir Aparecida Simionatto, responsável pela Coordenadoria Setorial de Proteção Social Básica da Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência e Inclusão Social de Campinas.

A apresentação da Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas no Centro de Convivência Cultural e a palestra/almoço para empresários no Espaço Iguatemi com Marcos Magalhães, ex-presidente da Philips na América Latina e presidente do Instituto de Co-Responsabilidade pela Educação, encerraram com brilhantismo a sequência de eventos da primeira versão da Semana da Educação.

Patrocinadores

A Semana da Educação foi patrocinada por aliados que mensalmente investem no Compromisso Campinas pela Educação. São eles: Graber, DPaschoal, CPFL Energia, Iguatemi Campinas, Transurc e Instituto Robert Bosch.

Na condição de apoiadora máster esteve a  Brookfield Incorporações.

Atoslog, Facamp, Rigesa e Rede Imobiliária Campinas Secovi responderam pelos apoios especiais. 

Emdec, Royal Palm Hotéis, Prefeitura Municipal de Campinas, Livraria Saraiva, Secretaria Estadual da Educação, Câmara Municipal de Campinas e Unicamp foram também parceiras desta primeira edição da Semana da Educação.

Sobre o Compromisso Campinas pela Educação (CCE)

Célula local do movimento nacional Todos Pela Educação, o CCE reúne os setores público, privado e Terceiro Setor a fim de qualificar a educação pública na cidade de Campinas.
A missão do Compromisso Campinas pela Educação, lançado em 2007, é melhorar substancialmente a performance escolar dos alunos das escolas públicas do ciclo básico (educação infantil + ensino fundamental + ensino médio) através de projetos e programas desenvolvidos e executados pelos três setores da sociedade.
O CCE tem cinco metas, compartilhadas com o Todos Pela Educação, a serem cumpridas até 2022. Confira:

1 - Toda criança e jovem de quatro a 17 anos na escola

2 - Toda criança de oito anos saberá ler e escrever

3 - Todo aluno aprenderá o que é apropriado para sua série

4 - Todos os alunos vão concluir os ensinos Fundamental e Médio

5 - O investimento em Educação Básica será garantido e bem gerido

Informações:www.compromissocampinas.org.brou (19) 3794-3511/3512.


Texto: Assessoria Compromisso Campinas pela Educação (CCE)

Foto: A.C. Oliveira/CMC

Publicada em 7/05/2010 17h13