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Agentes culturais fazem manifestação na Câmara

Agentes culturais fazem manifestação na Câmara

Manifestantes nas galerias da Câmara

Um grupo de aproximadamente 30 artistas, agentes e produtores culturais ocupou as galerias da Câmara Municipal de Campinas na reunião desta quarta-feira (01/12) e entregou aos vereadores o que foi chamado de “Dossiê sobre a cultura de Campinas”. Assinado pelo movimento Levante Cultura, Movimento MIS no Palácio e Ajuntaê, o documento sustenta que o setor cultural na cidade está sucateado e pede que sejam revistos em caráter de urgência diversos aspectos da política cultural adotada na cidade.

O grupo pede a revisão do edital do Fundo de Investimentos Culturais de Campinas (FICC) 2010; investimento, manutenção e reparo de espaços públicos, como o Palácio dos Azulejos, sede do Museu da Imagem e do Som (MIS), dotação orçamentária anual para museus, a adoção de uma política de incentivo aos grupos culturais independentes ou populares. O movimento pede ainda a desoneração do uso de espaços públicos, “descriminalização da expressão artística nas ruas e praças”. Neste ponto, os artistas acusam a Prefeitura de usar o programa “Tolerância Zero” de combate a violência, para reprimir expressões culturais.

O documento ainda pede a construção de escolas públicas gratuitas de artes, a abertura e fiscalização das contas da reforma do Teatro Castro Mendes e a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Cultura capaz de fiscalizar os usos e repasses de verbas públicas referentes a cultura na cidade.

O vereador Artur Orsi (PSDB) leu na tribuna parte do documento e disse que a cidade “vive um apagão cultural”. Segundo ele, a Prefeitura gastou R$ 4 milhões para montar uma arena para os jogos da Copa do Mundo no Centro de Convivência e, enquanto isso, as obras de reforma dos teatros vem sendo seguidamente adiadas. “No ano de 2009, o orçamento da Cultura foi o que mais sofreu cortes”, disse ele.

O vereador Biléo Soares (PSDB) disse apoiar o movimento. “Uma cidade sem cultura é uma cidade sem alma”, disse ele. “Nós tínhamos teatro em Campinas antes mesmo das luz elétrica e hoje, os nossos teatros estão à deriva”, acrescentou.

Portando cartazes, cantando e gritando palavras de ordem, o grupo permaneceu na Câmara por cerca de 1 hora e meia e entregou o chamado "dossiê" a vários vereadores.


Foto e Texto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas.

Publicada em 1/12/2010 20h52