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  • 2010
  • Ambientalistas realizam diagnóstico da flora e fauna da RMC

Ambientalistas realizam diagnóstico da flora e fauna da RMC

Ambientalistas realizam diagnóstico da flora e fauna da RMC

Ambientalistas e o vereador Biléo

O crescimento populacional que a região de Campinas vai experimentar com a chegada do Trem de Alta Velocidade ( TAV), a ampliação do Aeroporto Internacional de Viracopos e o impacto disso no meio ambiente, se transformou num dos principais focos de preocupação de ambientalistas reunidos na Câmara de Vereadores nesta terça-feira (18). Especialistas da Unicamp, Instituto Florestal, Ministério Público, representantes da Bacia PCJ e de entidades de defesa do meio ambiente discutiram formas de preservação da cobertura vegetal ainda existente no Estado. De acordo a bióloga Maria de Fátima Tonon, do Instituto Pró-Ambiente, o organizador do evento, a Região Metropolitana de Campinas (RMC) registra um crescimento populacional de 1,84% ao ano – o que representa aumento de 51 mil habitantes a cada 12 meses. “É como se a gente ganhasse uma cidade de Vinhedo todo ano. Isso gera enorme impacto na emissão de carbono, na expansão urbana, tratamento de água e esgoto e nas áreas agricultáveis”, disse ela.

“Esse assunto tem que ser amplamente discutido, porque daqui a cinco anos vamos sofrer consequências ainda maiores desse crescimento. Para que isso não aconteça, precisamos fazer um diagnóstico e depois um planejamento de ações”, defendeu. “Precisamos de um banco de dados confiável, que sirva de embasamento para se traçar um plano a longo prazo”, completou.

Estudos do Pró-Ambiente mostraram que a cobertura vegetal vem melhorando gradativamente nos últimos anos. O Instituto revelou que em 2001, o estado de São Paulo apresentava área de 13,9% de vegetação nativa, sendo que 14% dos municípios da RMC tinham menos que 5% dessa vegetação. A cidade que apresentava índice mais baixo – de 0,2% - era Sumaré e a que apresentava maior área de vegetação era Holambra – com 6,7%. Já Campinas apresentava 2,6%.

O estudo de 2008/2009, revelou que o Estado tinha 17,5% de área, apresentando crescimento de 3,6% - um acréscimo de 885 mil hectares. A cidade com o maior índice passou a ser Itatiba – com 14,8% e a pior Hortolândia – com 2,0% de vegetação nativa. E nesse período, Campinas chegou aos 7%.

A bióloga, no entanto, disse que é preciso cautela ao analisar os dados. “A gente observou um crescimento de três vezes ao longo dessa década e isso é muito interessante, mas talvez isso não mostre a realidade”, diz. “A tecnologia disponível hoje permite uma observação mais detalhada, o que não era possível no início da década”, afirma. “De qualquer forma vejo isso com um otimismo muito grande, uma vez que as pessoas podem se sensibilizar e promover ações de preservação”, completou.

FAUNA – De acordo com o Instituto Pró-Ambiente, não existem dados inventariados sobre as espécies ou população da fauna na RMC. Especialistas e pesquisadores da Unicamp e da Área de Preservação Ambiental nos Distritos de Sousas e Joaquim Egídio dizem que sim, mas segundo o Instituto é preciso reunir essas informações para que o poder público e a sociedade civil possam ter acesso aos dados.

ambient“Essas pesquisas acadêmicas nem sempre são de fácil acesso ou leitura, por isso temos que unir as informações e fazer um diagnóstico que sirva de planejamento ambiental e econômico da Região Metropolitana”, disse a bióloga. Ela questionou durante a palestra, se os campineiros conhecem e valorizam a fauna da região. “Educação ambiental é a melhor forma de incentivar o conhecimento através das escolas e dos meios de comunicação”, afirmou Maria de Fátima Tonon.

Ainda de acordo com o Instituto, além do diagnóstico da fauna e flora da RMC, é preciso adotar medidas de conservação das espécies e ações de pesquisas; planejar a união de institutos, universidades, poderes e sociedade civil para incrementar a geração de dados; criação de unidades de conservação de parques e o reflorestamento das Áreas de Preservação Ambiental. Para isso, o Estado conta ainda com três projetos: Desmatamento Zero, Mata Ciliar e Fauna Silvestre.

Para o vereador Biléo Soares (PSDB), que presidiu a reunião, é muito importante que a Câmara sedie eventos como esse. “Muito mais do que um diagnóstico, hoje estamos fazendo um raio-X do meio ambiente da RMC. Abrindo as portas da Câmara para essa discussão, começamos a construir o Brasil dos nossos sonhos”, afirmou.

Também participaram do seminário, o representante do Instituto de Economia da Unicamp, Ademar Ribeiro Romeiro; o diretor de Desenvolvimento Sustentável de Campinas, Júlio César Tofillo e a representante da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Cláudia Terdiman Schaalmann.


Texto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas

Fotos: A.C. Oliveira/CMC





Publicada em 18/05/2010 17h41