Ir para o conteúdo.Ir para a navegação

Navigation
  • 2010
  • Câmara aprova programa de doação de cordão umbilical

Câmara aprova programa de doação de cordão umbilical

Campinas registra perto de 2 mil nascimentos por mês e os cordões umbilicais são descartados
Câmara aprova programa de doação de cordão umbilical

Tadeu Marcos (esq.) e o presidente Aurélio

A Câmara Municipal de Campinas aprovou nesta quarta-feira (19/05), em segunda discussão, projeto de autoria do vereador Tadeu Marcos (PTB), que institui programa permanente de divulgação e conscientização da doação do cordão umbilical e placenta. Pelo projeto aprovado, o programa deverá ser feito com as gestantes durante o pré-natal, e a doação deverá ser encaminhada para os bancos públicos de sangue de cordão umbilical.

De acordo com o parlamentar, na cidade de Campinas ocorrem aproximadamente 2 mil nascimentos por mês, e os cordões umbilicais estão sendo jogados no lixo, quando poderiam ser utilizados em transplantes de medula óssea – o tratamento indicado para pacientes com doenças no sangue como leucemia e linfomas. O projeto segue agora para sanção do prefeito Hélio de Oliveira Santos (PDT).

O cordão umbilical é um tubo que liga o organismo da mãe e do bebê. Possui duas artérias e uma veia que levam substâncias que nutrem o organismo do bebê e ainda garantem sua respiração.

O sangue presente no cordão umbilical possui a mesma potencialidade do sangue encontrado na medula óssea, pois é rico em células-tronco maduras que são eficazes no tratamento de doenças como leucemia, linfomas, mielomas, deficiências imunológicas, anemias, doenças do metabolismo, osteoporose e outras.

As células-tronco encontradas no cordão umbilical podem ser armazenadas num período maior que 15 anos, se conservadas em nitrogênio a -135ºC. Para retirar as células do cordão umbilical, o sangue presente nesse é colhido no momento do parto por meio de punções que as liberam da veia e então são armazenadas em bolsas térmicas próprias para tal finalidade.

Por poder tratar ainda problemas como o mal de Parkinson, o armazenamento do sangue umbilical e placentário se faz mais importante, pois restaura o organismo. O armazenamento das células tronco pode ocorrer em bancos públicos ou particulares, sendo que os bancos públicos podem utilizar o conteúdo armazenado se houver um indivíduo compatível que necessite, ou seja, o conteúdo não permanece à disposição de quem o armazenou.


Texto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal

Foto: A.C. Oliveira/CMC

Publicada em 19/05/2010 20h28