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  • 2010
  • Campinas fará consórcio de saúde com Hortolândia e Sumaré

Campinas fará consórcio de saúde com Hortolândia e Sumaré

Anúncio foi feito na Câmara, pelo secretário Kerr Saraiva
Campinas fará consórcio de saúde com Hortolândia e Sumaré

Arly (dir.) e Kerr Saraiva, em audiência

O secretário de Saúde José Francisco Kerr Saraiva anunciou nesta sexta-feira (03/12) em audiência na Câmara Municipal de Campinas que está finalizando um projeto que vai instituir um consórcio de saúde entre Campinas, Sumaré e Hortolândia. Segundo ele, o modelo a ser adotado ainda está sendo discutido entre os três municípios, mas adiantou que Campinas passará a receber por atendimentos feitos à moradores de Sumaré e Hortolândia.

A principio, os dois municípios deverão pagar R$ 400 mil por mês para cobrir os custos de pacientes que são enviados para atendimento ou tratamento em Campinas. Saraiva garantiu que os secretários de saúde dos dois municípios vizinhos já concordaram com a proposta . Segundo ele, o projeto de criação do consórcio da saúde deverá ser encaminhado para apreciação da Câmara este ano, “ou no mais tardar a partir de janeiro do ano que vem”, disse.

O anúncio foi feito durante reunião da Comissão de Política Social e Saúde da Câmara que, por orientação do vereador Arly de Lara Romêo (PSB) está traçando um diagnóstico da Saúde na cidade.

Francisco Kerr Saraiva disse que a implementação do consórcio é uma forma de enfrentar o esgotamento da rede pública de saúde. De acordo com ele, de cada 100 atendimentos de urgência e emergência realizados em Campinas, 40 são gerados por pessoas de municípios vizinhos, particularmente no Pronto Socorro da Vila São José e Padre Anchieta, no limite com Hortolândia, Sumaré, Monte Mor, Cosmópolis.

O secretário disse que chegou ao valor do repasse com base no custeio do Pronto Socorro – cerca de R$ 1 milhão por mês. “Na verdade, se eu tenho o diagnóstico de que 40% dos pacientes são de outros municípios, porque eu não posso ter 40% da da verba repassada por esses municípios? Nós fazemos a gestão; o acompanhamento de todo o processo de trabalho, mas garantimos a contrapartida do aporte financeiro”, argumentou. “Acho até que esse modelo deveria ser adotado por outras regiões metropolitanas, não só de São Paulo como em todo o País”, acrescentou.

“O SUS é universal. Não tem limites nem fronteiras e por isso, precisamos de dinheiro dos outros municípios para atender às demandas vindas de outras regiões. Precisamos planos metropolitanos e não mais em planos municipais”, argumentou ele.

O secretário ressaltou que o sistema de consórcio está condicionado à entrada em funcionamento do Pronto Socorro Metropolitano (PSM), cujas obras, segundo ele, devem começar “nos próximos dias”. A construção do PSM vai exigir investimentos de R$ 6,8 milhões. “O SUS é caro e o sistema precisa de mais financiamento”, concluiu.

COMISSÃO - Desde o início do ano, o presidente da Comissão de Saúde da Câmara, vereador Arly de Lara Romêo vem realizando debates com especialistas e visitando Postos de Saúde e Hospitais para verificar as carências e identificar os principais problemas do setor.


Texto e Foto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas.


Publicada em 3/12/2010 14h17