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  • 2010
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Ex-presidente da Sanasa nega irregularidades em contratos

Ex-presidente da Sanasa nega irregularidades em contratos

Aquino (dir) com ver. Sérgio Benassi

O ex-presidente da Sanasa (Sociedade de Abastecimento S/A), Luiz Augusto Castrilon de Aquino, prestou depoimento na tarde desta sexta-feira (26/11), no Plenário da Câmara, à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), instalada há quase dois meses na Câmara para investigar denúncias de fraudes em licitações públicas firmados com as empresas prestadoras de serviço Infratec, Pluriserv e Lotus.

Durante quase duas horas de depoimento, Aquino negou qualquer tipo de irregularidade nos contratos. Ele garantiu que todos assinados em sua gestão (2005 a 2008) foram aprovados pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), Prefeitura e auditoria interna da Sanasa.

“Acho que ele é o maior juiz”, disse Aquino referindo-se ao TCE. No entanto, ele afirmou ter recebido em sua sala alguns empresários que são acusados de envolvimento no esquema de fraudes, como José Carlos Cêpera, que segundo promotores que trabalham no caso, é o líder da quadrilha que fraudava licitações.

“Recebi empresários, políticos e lobistas. Vou falar porque lobista é uma profissão regulamentada no país, recebi o Cêpera duas vezes. Conversar não faz mal algum para ninguém. É assim que se administra bem o setor público. Não tenho medo de conversar com ninguém até com pessoas perigosas”, contou.

Aquino afirmou ainda que é impossível ter ocorrido qualquer tipo de fraude  no processo de licitação para a contratação das empresas. “O presidente (Sanasa) só assina a abertura do processo licitatório. A partir daí cabe ao departamento de licitação e os diretores e o presidente não têm mais acesso. Nunca vi um processo tão cristalino, mesmo que se tentasse uma fraude seria impossível”, explicou.  

As fraudes teriam sido praticadas em várias cidades brasileiras e causou aos cofres públicos um prejuízo estimado em R$ 615 milhões. Os contratos da Sanasa com essas empresas eram nas áreas de segurança, vigilância e limpeza. Além de negar irregularidades nos contratos, Aquino disse que em sua gestão a Sanasa experimentou um período de desenvolvimento.

Segundo ele, o faturamento da empresa subiu mais de 68% no período de 2005 a 2007 e o lucro operacional superou 80%. “Em 2005, o resultado líquido da empresa era de R$ 21 milhões e em 2007 chegou a R$ 38, 2 milhões”.

CPI – Sub-Comissão


O vereador Artur Orsi, que integra a CPI das Licitações, afirmou na tarde desta sexta-feira, que foi criada uma sub-comissão dentro da CPI. “Ela (sub-comissão) pretende apurar a suposta existência de postos “fantasmas” da Sanasa na cidade e os vínculos extra-contratuais entre lobistas, pessoas que detinham os contratos e representantes da Sanasa e Prefeitura”, disse o vereador.
“O caminho que a CPI deve seguir agora é esse. Corrupção não passa recibo. Com o depoimento do Aquino é perceptível que havia uma interferência muito forte do líder desse grupo para fazer gestão junto a Sanasa. Temos vários indícios fortes”, afirmou Orsi.  

Depoimentos

A CPI da Sanasa pretende ouvir no dia 03 de dezembro o ex-diretor financeiro da empresa, Marcelo Quartim Barbosa de Figueira. Os integrantes da Comissão querem mais informações sobre os contratos da empresa com as empresas investigadas pelo Ministério Público.


Texto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas
Fotos: A.C.Oliveira/CMC

Publicada em 26/11/2010 18h36