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  • 2010
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Pró Visão: cai número de postos de trabalho para cegos

Pró Visão: cai número de postos de trabalho para cegos

Pró Visão: empregabilidade em baixa

Por indicação do vereador Biléo Soares (PSDB), a primeira parte da reunião ordinária desta segunda-feira (13/09) foi reservada para a divulgação dos trabalhos realizados pela Pró Visão, entidade sem fins lucrativos que presta atendimento ao deficiente visual. E a coordenadora técnica da entidade, Cristina Von Zuben de Arruda Camargo, traçou um futuro preocupante para os deficientes. Segundo ela, os postos de trabalho para os cegos e pessoas de baixa visão não apenas não aumentou na proporção necessária como apresentou redução na Região Metropolitana de Campinas (RMC). Além disso, as instituições de ensino e organismos oficiais estão longe de proporcionar a integral acessibilidade para crianças e jovens deficientes.

“O deficiente visual não precisa de esmolas. Ele precisa de trabalho”, diz Cristina Von Zuben.

No Brasil existem cerca de 24,5 milhões de deficientes, destes, 16,5 milhões são deficientes visuais. Seis milhões estão na região sudeste e perto de dois milhões no estado de São Paulo.

“Enquanto o índice de empregos formais cresceu 9,6% no Brasil, o índice de deficientes visuais empregados caiu 17,3%”, disse a terapeuta ocupacional, Áurea Maria de Oliveira Bueno.

De acordo com ela, na RMC existem seis mil vagas para deficientes, mas 44% estão ocupadas por deficientes físicos. Outros 30% estão com deficientes auditivos, 18% pelos que apresentam deficiência intelectual e apenas 3% para os deficientes visuais”, disse Aurea. “A questão é que 90% dessas vagas estão ocupadas por pessoas de baixa visão”, diz ela.

O técnico em informática, Carlos Eduardo Simões, que ficou cego aos 18 anos depois de um acidente de trânsito, diz que as empresas não abrem vagas para os cegos por desconhecimento. “Elas não descobriram ainda que para oferecer uma vaga a um deficiente visual, precisa fazer adaptações mínimas. Na verdade, é o tipo de deficiência que exige menos adaptações na empresa”, diz ele. “

Cristina Von Zuben criticou a Câmara e outros órgãos por não proporcionarem acessibilidade aos deficientes visuais. “Como um cego vai ao banheiro e consegue discernir qual é masculino ou feminino?” perguntou ela. Biléo Soares prometeu encaminhar o pedido para a Mesa Diretora para que os acessos tenham inscrições em braile.

A Pró Visão - Fundada em 1982, a entidade promove a prevenção da cegueira e a reabilitação de bebês, crianças, adolescentes e adultos cegos ou com baixa visão. As crianças e adolescentes atendidos recebem suporte durante sua vida escolar, frequentando salas regulares em escolas públicas ou privadas. Para prestar esse atendimento, a equipe da Pró Visão é formada por assistente social, psicóloga, professor de educação física, reeducadoras visuais, pedagogas especializadas, terapeutas ocupacionais, técnicos em orientação e mobilidade, além de um corpo de estagiários e voluntários treinados. O trabalho não se restringe às crianças e adolescentes portadores de deficiência visual, ele também é estendido aos familiares.


Texto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas

Foto: A.C. Oliveira/CMC

Publicada em 13/09/2010 20h58