Ir para o conteúdo.Ir para a navegação

Navigation
  • 2010
  • Projeto do Executivo regulamenta a atividade de motoboy

Projeto do Executivo regulamenta a atividade de motoboy

Veículos terão de ser cadastrados e profissionais terão de passar por curso de segurança no trânsito
Projeto do Executivo regulamenta a atividade de motoboy

Francisco Sellin (c) durante sessão

Começou a tramitar esta semana na Câmara, o projeto de lei de autoria do Executivo, que regulamenta a atividade de motoboy, em Campinas. A categoria, assim como as empresas prestadoras desse tipo de serviço, terão uma série de regras a cumprir, que vão desde cursos de segurança no trânsito até o cadastramento dos profissionais e empresas na Prefeitura.

De acordo com a Prefeitura, o objetivo da proposta vai além de regularizar a atividade, aumentar a segurança dos motoboys no trânsito. No ano passado, foram registrados na cidade 115 acidentes com mortes, sendo que deste total, 56 vítimas eram ocupantes de motos. Os dados representam 48,7% dos casos.

“A cada dez acidentes envolvendo motocicletas, sete terminam com vítimas feridas ou mortas”, disse o vereador Francisco Sellin (PDT). Atualmente há na cidade cerca de 1.045 motoboys, 69 empresas prestadoras de serviço, 21 empresas tomadoras do serviço e dois sindicatos, segundo um levantamento realizado pela Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec).

Pelo projeto, os motoboys terão que se cadastrar, gratuitamente, na Prefeitura para exercer a profissão. Para isso é necessário apresentar o certificado de participação do curso de treinamento básico, licenciamento do veículo, documentos pessoais, entre outros. As empresas prestadoras de serviços, cooperativas e entidades representativas também terão que ser credenciadas.

As motos deverão atender algumas exigências como ter no mínimo 125 cilindradas, no máximo dez anos de fabricação e a garupa possuir uma espécie de caixa baú.

Um estudo realizado aponta o perfil dos motoboys. Em sua maioria são homens com idades entre 27 e 35 anos, possuem o segundo grau e 80% deles estão vinculados a uma empresa ou cooperativas. O projeto de lei deve entrar na pauta de votação nas próximas semanas.

Texto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas
Fotos: A.C.Oliveira/CMC

Publicada em 29/04/2010 15h03