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  • 2010
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Vereadores pedem políticas públicas que valorizem os professores

Vereadores pedem políticas públicas que valorizem os professores

Vereador Professor Alberto (DEM)

Durante a reunião realizada nesta quarta-feira vereadores lembraram do Dia dos Professores, comemorado em 15 de outubro, e criticaram as políticas públicas que desvalorizam o profissional.

O vereador Professor Alberto (DEM), que leciona História, disse que o tema Educação foi constantemente abordado durante a campanha eleitoral. No entanto ele critica que o assunto é debatido apenas neste período, pois nos últimos anos não houve mudanças concretas para a valorização do professor. “A pena é que após as eleições parece que se dilui as ideias e nós ficamos no mesmo tamanho, não há qualquer tipo de mudança eficaz com medidas que realmente mudem o quadro da educação no país”, afirma.

Dados divulgados pelo Instituto Nacional Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), ligado ao Ministério da Educação (MEC), em 2003, apontam que na Educação Básica ( Ensino Fundamental e Médio) e Superior havia 2,6 milhões de professores no Brasil, sendo que 80% deles atuam em escolas públicas e 15% em escolas rurais. No ensino Superior são 220 mil.

O estudo mostra que um professor que atua na educação infantil ganha, em média, R$ 423. Docentes que lecionam em turmas de 1ª a 4ª série recebem R$ 462 e de 5ª a 8ª, R$ 600. Já um professor que atua no nível médio ganha, em média, R$ 866.

Em relação à infra-estrutura, 45% dos profissionais de educação trabalham em escolas públicas sem biblioteca, 74% em estabelecimentos sem laboratório de informática e cerca de 80% não contam com laboratórios de ciências.

Professor Alberto lembrou que neste segundo turno os candidatos à presidência da República falam em melhorar o salário dos professores, a qualidade de ensino e recuperar a infraestrutura da Rede. “Para enfrentar esses obstáculos não basta apenas o discurso e é lamentável não observarmos grandes mudanças. Quais são as propostas concretas para enfrentar os obstáculos e evoluirmos no quadro da educação no nosso país?”, indagou.

De acordo com o parlamentar apenas ¼ das propostas que tramitam no Congresso Nacional tratam de educação e dizem respeito de criação de novas disciplinas. Para o vereador a interrupção de políticas públicas para esta área também é prejudicial, pois muda-se o partido no governo muda-se tudo. “Educação não se faz em quatro anos, é um processo, tem que haver um trabalho muito bem focado e cuidadoso e é preciso parar com essas interrupções senão a gente nunca chega a um resultado concreto”, criticou.

Professor Alberto afirmou que sem a cobrança da sociedade o Dia do Professor será apenas mais uma comemoração vazia, sem mudanças e reestruturação do ensino.

O vereador Thiago Ferrari (PMDB) concordou com o colega e registrou seu manifesto pedindo que se faça uma reflexão e ações de políticas públicas com melhores salários, dando condições para a preparação de aulas, infra-estrutura das escolas, etc. “Professor não quer mais ser lembrado, ele quer ações concretas”, falou.


Texto e foto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas


Publicada em 14/10/2010 17h25