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Crise hídrica: especialista aponta cenário assustador para 2015; Rossini diz que outorga do Sistema Cantareira não sai neste ano

27/03/2015

Em seminário realizado pela Comissão do Meio Ambiente na Câmara Municipal, o Coordenador de Projetos do Consórcio Intermunicipal das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ), José Cézar Saad, previu um cenário temerário para a Região de Campinas e o Estado de São Paulo em geral para o ano de 2015. Segundo ele, as chuvas que têm caído na região não estão se mostrando suficientes para resolver o problema da crise hídrica.

“O volume atual do Sistema Cantareira está 60% menor do que o mesmo período em 2014. O Sistema Cantareira em março de 2014 possuía 420,58 milhões de m³ de água e agora está com 167,26 milhões de m³. Este total representa o volume morto e não mais o volume útil, que já foi utilizado e que as chuvas destes primeiros meses infelizmente não serão suficientes para repor. Isso tudo afeta diretamente a bacia PCJ”, afirmou. Aproximadamente três milhões de pessoas são abastecidas pelas bacias do PCJ em Campinas e região.

Outro ponto discutido no seminário foi a Outorga do Sistema Cantareira. A atual outorga sobre o direito de uso das águas do reservatório foi concedida em 2004 e prorrogada em julho de 2014. O presidente da Comissão do Meio Ambiente, vereador Luiz Carlos Rossini (PV), não se mostra otimista em relação à questão. “A nova outorga ainda será discutida e não saírá neste ano”, acredita.

Já para José Nunes Filho, diretor do Centro das Industrias do Estado de São Paulo (CIESP) Campinas, que 62 municípios são responsáveis por 7% do PIB nacional, a outorga deve sair, no entanto só mais para o final do ano, provavelmente em outubro. Com isso, a crise pode se intensificar ainda mais.

“São 1,5 mil indústrias que utilizam água das concessionárias e mais 400 que tem outorga para captar água de superfície e água de poços profundos. Desde 2014 estão suspensas as novas outorgas e isso inibiu novos investimentos na nossa região, ampliações das empresas já existentes e a criação de novos empregos”, afirma.

Rossini encerrou o seminário informando que todos os dados levantados a respeito da crise hídrica e as sugestões para a renovação da outorga serão compiladas em um relatório e encaminhadas para o Consórcio PCJ, Agência Nacional de Águas (ANA) e o Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee). “São informações importantes e esperamos que sejam levadas em consideração.”

Publicada em 27/03/2015 17h39