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PL de Rafa Zimbaldi propõe criação de Semana de Conscientização sobre a Escoliose Adolescente, desvio de coluna que afeta milhões de pessoas, em especial meninas a partir dos onze anos

26/05/2017

A Câmara Municipal de Campinas analisa na sessão esta segunda (29) projeto de lei do vereador Rafa Zimbaldi (PP), presidente da Casa, que cria a Semana Municipal de Conscientização sobre a Escoliose Idiopática Adolescente, que deverá ser realizada anualmente na última semana do mês de junho – o período foi escolhido porque no dia 27 daquele mês ocorre o Dia Internacional da Conscientização sobre a Escoliose (Internacional Scoliosis Awareness Day).  O PL propõe que durante a referida semana, o poder Executivo e o Legislativo envidem esforços no sentido de desenvolver ações como a promoção de palestras e debates em espaços e escolas públicas, campanhas educativas de informação e conscientização da população a respeito do desvio de coluna que, apesar de atingir muita milhões de adolescentes no Brasil, é pouco conhecido do grande público.

“A escoliose adolescente idiopática atinge principalmente as meninas e aparece por volta dos onze, doze anos. Na maior parte das vezes o desvio inicialmente passa despercebido pelos pais e pela criança, que só o descobrem depois que ele se acentua e, por se tratar de um desvio progressivo, se não houver tratamento o ângulo das curvas vai aumentando e chega a graus que obrigam os adolescentes a passarem por cirurgias na coluna que podiam ser evitadas”, diz Rafa.

A escoliose atinge milhões de pessoas no Brasil e no mundo (segundo dados da Organização Mundial da Saúde, de 2 a 4% da população, o que significa mais de 6 milhões de brasileiros), e - por não ter cura - o tratamento tem que ser feito de uma forma eficaz para que o problema não piore com o tempo. Como atinge em especial adolescentes e não tem causa definida, ela é classificada como “idiopática”, adjetivo que indica na medicina que o problema surgiu espontaneamente, ou tem causa obscura ou desconhecida.

Os especialistas alertam que a conscientização é importante, em primeiro lugar, para alertar sobre a importância da detecção precoce do problema. Muitas vezes um simples exame visual - com a criança ficando de pé (de sunga ou biquíni) e dobrando o corpo para frente como se fosse tocar os pés - já é suficiente para enxergar o desvio na coluna, cuja tendência é piorar na fase de crescimento se não houver tratamento.  Há países em que este exame visual simples é obrigatório nas escolas e isso ajuda muito a detectar o desvio no início, antes das curvas atingirem graus maiores que necessitem de cirurgia, mas isso infelizmente ainda não ocorre no Brasil.

A partir da detecção visual pode ser utilizado um instrumento simples chamado escoliômetro (existem até mesmo aplicativos em celulares que emulam o aparelho) e uma radiografia da coluna confirma o desvio e identifica a localização e angulação da escoliose. Usando este método, por exemplo, uma pesquisa feita por uma doutoranda da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo em escolas públicas estaduais de Mogi Mirim, na Região Metropolitana de Campinas, detectou que entre 2562 crianças – 1490 meninas e 1072 meninos entre dez e 14 anos - 38 tinham escoliose com curvas de grau maiores ou iguais a dez.

Os médicos no Brasil em geral recomendam o uso de coletes ortopédicos por até 23 horas diárias, contudo – e, estaca a justificativa do projeto, eis aí outra razão para uma maior conscientização como propõe esta Semana Municipal - poucos sabem da existência de coletes mais modernos que utilizam biomecânica e trabalham tridimensionalmente as curvas. Tampouco é amplamente conhecida a existência de exercícios fisioterápicos específicos que, se feitos corretamente em conjunto com o uso de coletes, podem conter e até reduzir os ângulos das curvaturas. Os métodos deste tipo de fisioterapia específica – como o SEAS (Scientific Exercises Approach to Scoliosis) e o Scroth - são mais conhecidos na Europa, porém há diversos casos registrados desta redução no Brasil.

Além disso, dentre os poucos profissionais especializados em pelo menos um destes métodos conhecidos no país, um desenvolve trabalhos no Rio de Janeiro e o outro atua com pacientes em Campinas. “Estamos certos que uma maior divulgação e conscientização sobre a escoliose idiopática adolescente possibilitará que pais, responsáveis e os próprios adolescentes possam detectar o problema de maneira precoce e, consequentemente, iniciar o tratamento mais cedo e ter maiores chances de recuperação e estabilidade, evitando futuras cirurgias na coluna e outras consequências. Da mesma forma, o debate e conhecimento de métodos pouco divulgados e com eficiência cientificamente comprovada -  inclusive em nossa cidade - pode auxiliar as pessoas que sofrem com o problema a ter mais opções para conquistarem uma melhor qualidade de vida e evitarem  complicações futuras”, finaliza Rafa.

Texto e foto: Central de Comunicação Institucional da CMC

Publicada em 26/05/2017 17h45