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Audiência pública, promovida por Pedro Tourinho, relata que as mulheres serão prejudicadas com a Reforma da Previdência

24/05/2019

Audiência pública na Câmara de Campinas, promovida pelo gabinete do vereador Pedro Tourinho (PT) nesta quinta-feira (23/05), reforçou que as mulheres serão as mais prejudicadas com a Reforma da Previdência. O evento, organizado pelo deputado federal Alexandre Padilha (PT), membro da Subcomissão Especial de Seguridade Social e Família e da Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados, contou com vários representantes de partidos e instituições que fazem oposição ao governo federal, autor da proposta da reforma.

Segundo Rosângela Vieira, economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), nos últimos anos está ocorrendo um desmonte do Estado, por meio da PEC (Proposta de Emenda Constitucional) 241 sobre o congelamento de gastos, da lei de terceirização irrestrita e da Reforma Trabalhista de 2017.

Isso, na visão dela, pode desestruturar o mercado e a economia parar de crescer, pois reduz o poder de consumo da população. Para as mulheres trabalhadoras, esse desmonte é sentido de maneira ainda pior. “Grande parte das mulheres não conseguem se aposentar por tempo de serviço, só pelo critério da idade”.

Para a deputada estadual Professora Bebel (PT), a Reforma Previdenciária em discussão no Congresso vai deixar de tirar do grande empresário e tirar mais do trabalhador e do pequeno empresário. “Toda a classe trabalhadora vai pagar pela reforma, sobretudo as mulheres, que têm jornada dupla, no ambiente de trabalho e em casa” alerta.

A parlamentar também ressaltou o risco em que estão inseridos os trabalhadores rurais, que se prejudicarão com a reforma, sobretudo por causa do aumento da idade mínima para aposentadoria. “Cerca de 80% dos alimentos consumidos no país vem do pequeno produtor rural, que será duramente atacado pela reforma, o que aumenta o risco do êxodo rural e consequente inchaço das cidades” completa.

Já Marcela Moreira, presidente municipal do PSOL e ex-vereadora, reforça que reformas são necessárias para melhorar a situação, porém a que está em discussão “destrói os alicerces”.

Eliete Ferreira, coordenadora do Sindicato dos Trabalhadores Domésticos, diz que a empregada doméstica já não consegue contribuir integralmente por 15 anos para a Previdência, porque muitos patrões não contribuem. Eliete compara a situação das domésticas com a dos trabalhadores rurais: “O trabalhador doméstico e o rural não chegam a melhor idade com a saúde plena, pois suas jornadas costumam ser maiores”. A Reforma Previdenciária por isso não os beneficia.

A audiência fez de uma série que o deputado Alexandre Padilha tem participado em cidades do Estado de São Paulo, com o objetivo de apresentar novos projetos de lei e outras medidas no Congresso Nacional em defesa da aposentadoria digna para as mulheres.

“É necessário que o Parlamento traga informações e dialogue com a sociedade, principalmente em se tratando de um projeto tão importante como a Reforma da Previdência, que vai influenciar a vida de milhões de brasileiros”, finalizou Pedro Tourinho.

  

Texto e Foto: Central de Comunicação Institucional da Câmara Municipal de Campinas

Publicada em 24/05/2019 15h30