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Onde fica? As sedes do Legislativo nos mais de 200 anos de história

Naquele longínquo ano de 1797, a Câmara Municipal de Campinas surgiu sem sede. Nos primeiros anos não havia lugar fixo para reuniões, que eram realizadas nas casas dos próprios vereadores - na maioria das vezes, nas residências dos juízes Ordinários ou Companheiros (equivalentes ao que seria hoje o presidente da Câmara).

No entanto, já no ato de fundação de Freguesia de Campinas (em 1774) estava previsto que a Câmara deveria funcionar “no rocio indicado para funcionamento do Paço Municipal”  - o que corresponderia aos dias de hoje ao local em que fica o Largo do Carmo). O primeiro Paço Municipal – que abrigou simultaneamente Câmara e a Cadeia Pública - só entraria em funcionamento no final da década de 1820, quando a legislação alterou as legislaturas para quadrienais.

A partir de 1909, junto com a Prefeitura, a Câmara passou a ocupar o Palácio dos Azulejos - um edifício histórico localizado no Centro da cidade, no cruzamento das ruas Ferreira Penteado e Regente Feijó. O local tem esse nome em função de seu revestimento de azulejos portugueses no pavimento superior e foi construído em 1878 para servir de moradia a Joaquim Ferreira Penteado, o Barão de Itatiba.

A Câmara funcionou no Palácio dos Azulejos até 1937, quando – a exemplo de todas as outras câmaras do país - foi fechada pelo Estado Novo de Getúlio Vargas. Sem Congresso, sem assembleias legislativas e sem câmaras municipais, Vargas governou por decreto durante todo o Estado Novo. Nunca o Parlamento havia ficado – nem voltou a ficar  - fechado por tantos anos: a  Casa só foi reaberta em 1948.

Entre os anos 1948 e 1970, a Câmara ficou instalada no 5º andar do Palácio da Justiça (Rua Campos Sales, centro da cidade). O prédio havia sido inaugurado em 1942 e teve relação direta com a intervenção feita na cidade pelo Plano de Melhoramentos Urbanos projetado por Prestes Maia.

O edifício foi projetado com um grande poço de ventilação e iluminação central interno. De acabamento luxuoso, recebeu mármore em todas as áreas de circulação e elevadores. Tanto a alta porta principal de acesso quanto as laterais tem esquadrias de ferro com gradis formando desenhos geométricos simétricos, típicos do Art Déco. Na fachada principal estão duas imagens alusivas à justiça em tamanho real, de bronze, do artista Lélio Colluccini.

A partir de 1971 a Câmara seguiu com o Executivo para o Palácio dos Jequitibás, imponente edifício construído à Avenida Anchieta, 200, no limite do Centro com o Cambuí. O prédio, de dezenove pavimentos e subsolo, possui uma área construída de 29 mil m2. A parte de baixo é revestida por mármore branco e os pavimentos têm a proteção adicional de brises. Projeto dos arquitetos Rubens Gouveia Carneiro Viana e Ricardo Sievers, teve as obras iniciadas em outubro de 1966. Foi inaugurado oficialmente em 9 de novembro de 1968, substituindo a antiga sede, o Palácio dos Azulejos.

O nome do Palácio é uma referência aos jequitibás centenários que ficavam no terreno dos fundos de um hospital (no qual foi erguido o Palácio), dos quais restaram poucos exemplares. A Câmara funcionou ali até 2005. Naquele ano, um prédio foi adquirido pelo Legislativo na Avenida da Saudade, no bairro Ponte Preta, e passou por adaptações para receber os trabalhos da Casa. Em 2006, com a conclusão do prédio do Plenário (uma nova parte foi acrescentada à construção original, datada dos anos de 1950), a Câmara mudou-se em definitivo para o local.

Em 2015, foi planejada uma reforma do prédio, já que há áreas com problemas de goteiras, infiltrações e necessidade de ajustes elétricos. A reforma deve ser realizada em 2016.


De 1797 a 1908 – Não havia sede fixa

De 1909 a 1937 – Funcionou no Palácio dos Azulejos (junto com a Prefeitura)

De 1937 a 1948 – Foi fechada pelo governo Vargas

De 1948 a 1970 – Funcionou no 5º andar do Palácio da Justiça (Fórum)

De 1971 a 2005 – Funcionou no prédio da Prefeitura (Palácio dos Jequitibás)

De 2005/06 até hoje – No bairro da Ponte Preta (Av. Saudade). A 1ª sede própria.