Morte materna é debatida em CEE sobre o aborto
Na manhã da última quinta-feira, foi realizada reunião da Comissão Especial de Estudos (CEE) sobre o aborto, presidida pela vereadora Teresinha de Carvalho (PSB), que teve como ponto central a discussão a respeito da morte materna.
O convidado, Paulo Silveira Martins Leão Júnior, jurista e procurador do Estado do Rio de Janeiro, mostrou dados que informam que nos países onde este tipo de recurso é permitido o número de mulheres que morrem em decorrência do aborto é constante. Ele ainda enfatizou, que não há uma atenção qualificada para que se evite esses casos.
Com relação ao Brasil, foi apresentado estudo do Datasus (Banco de dados do Sistema Único de Saúde), que mostra que no país o número de mulheres que morrem em consequência dessa prática é de aproximadamente 200 mil.
O jurista fala também do fator psicológico que afeta essas mulheres e as caracteriza como vítimas posteriores às crianças (feto/embrião).
“Na minha opinião pessoal o aborto é crime contra a vida”, afirmou o jurista.
A reunião prosseguiu com questionamentos sobre onde começa a vida humana, a criminalização do aborto, a anencefalia (malformação caracterizada pela ausência total ou parcial do encéfalo e da calota craniana) e a questão do aborto espontâneo e induzido.
Estiveram presentes também, o vereador Jorge Schneider (PTB) e o membro da Comunidade Católica Pantocrator de Campinas, André Luiz Botelho de Andrade.
Texto: Ana Carolina Barros
Foto: A.C. Oliveira/ CMC
