Ações antiviolência vão fechar cerco a guardadores de carros
Depois de três semanas de ofensivas a moradores de ruas e pessoas que pedem esmolas ou oferecem pequenos serviços em semáforos da cidade, na região da antiga rodoviária, a Polícia Militar promete fechar o cerco aos guardadores de carros. Blitze estão sendo programadas para inibir a prática e a primeira, deverá ocorrer no bairro do Cambuí, local que concentra um grande número de bares, restaurantes e casas noturnas.
O anúncio foi feito na tarde desta quinta-feira (15/10) pelo capitão
Marci Elber, da Polícia Militar, durante a segunda reunião da Comissão
Especial de Estudos (CEE) instalada na Câmara para discutir o assunto.
A ação, que deverá contar com agentes da Setec (Serviços Técnicos Gerais) e Departamento de Urbanismo (DU), faz parte de um programa antiviolência e de revitalização da região onde está localizado o antigo terminal rodoviário.
“Os guardadores de carros já estavam na nossa pauta de atuação porque entendemos que esse é um problema a ser abordado com firmeza. A dificuldade que nós temos é que a legislação não nos dá respaldo suficiente para agirmos. O que queremos é atuar com mais rigor nessa área. Temos que tirar os oportunistas que querem apenas extorquir os cidadão”, disse Marcy Elber. Numa outra frente, a Câmara estuda a criação de um projeto de lei que permita uma ação mais rigorosa das autoridades em relação aos guardadores de carros. Presidente da CEE, o vereador Francisco Sellin (PDT) disse que a Câmara vai acelerar o processo de elaboração de uma lei específica para o problema.
“Temos a necessidade de criar uma lei para esses guardadores de carros, para os malabaristas que ficam nos semáforos e os pedintes. Para isso estamos estudando cada caso, ouvindo as entidades sociais que estão envolvidas com a causa e o restante da sociedade. Precisamos analisar o problema com profundidade para depois criarmos uma legislação a respeito”, afirmou Sellin.
A CEE volta a se reunir nas próximas semanas - a data ainda não está definida - mas Sellin adiantou que pretende convidar Organizações Não Governamentais (ONGs) e representantes de igrejas que realizam trabalhos sociais junto a essa população.
Texto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas
Fotos: A.C.Oliveira/CMC
