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  • 2009
  • Associações culturais dizem que não existe 'Cultura' em Campinas

Associações culturais dizem que não existe 'Cultura' em Campinas

Associações culturais dizem que não existe 'Cultura' em Campinas

Thiago Ferrari em debate público

A maioria das pessoas ligadas às entidades culturais de Campinas criticou, durante o debate sobre o projeto de lei 538/09 que cria o Plano Municipal de Cultura, da política para esta área na cidade. O encontro promovido pelo vereador Thiago Ferrari (PMDB) discutiu o projeto de sua autoria que pretende dar diretrizes para esta área.


A diretora e pesquisadora teatral Tiche Vianna reclamou do tratamento dado à produção cultural de Campinas. “Não há ser pensante da cultura, tem alguém lá que apenas faz o seu papel, que não é fazer planejamento, desenvolvimento ou propostas e não conhece a produção cultural da cidade. Na Secretaria Municipal de Cultura não se pensa cultura”, afirmou.


Ela citou o Fundo de Investimentos Culturais de Campinas (FICC), criado em 2005, como uma desculpa para essa falta de interesse por parte do poder público. “Eles acham que isso já deu alvará de mais cem anos de governo sem ter a necessidade de pensar a cultura”, disse.


O FICC, foi criado para ser um instrumento de consolidação e diálogo entre os diferentes setores do meio artístico/social e os gestores públicos do município e de outras instâncias governamentais. Em setembro deste ano artistas campineiros fizeram uma manifestação em frente à Prefeitura reclamando do não recebimento de verbas do fundo para projetos aprovados.

thiago cultura 2

A representante da Associação de Cultura Cigana, Vanda Savá, citou a falta de apoio para a divulgação da cultura de seu povo em Campinas, mas acredita que o Plano poderá reverter esse quadro. “É uma oportunidade de sermos vistos e estarmos junto à sociedade civil sem sofrer preconceitos”, falou.


O assessor técnico da Secretaria Municipal de Cultura Gabriel Rapassi fez uma análise positiva das propostas, “A partir das contribuições que tivemos hoje poderemos definir quais as funções do poder público como a salvaguarda do patrimônio, as políticas de fomento à produção cultural, a inclusão dos cidadãos ao universo da cultura e quais os intrumementos e recursos para aplica-las para os próximos dez ou vinte anos”, salientou.


O vereador Thiago Ferrari disse que a reunião serviu para ouvir as propostas e, a partir de agora, sistematizar as propostas com o que está no Plano. “Na própria feitura do plano nós sabíamos que ele iria passar por modificações e isso mostra o envolvimento da sociedade e seja um plano que tenha eficácia”, afirmou. “Esse plano mexe com estrutura e independente de quem estiver no governo terá que obedecer as diretrizes do município, não a do seu governo”, concluiu.


O próximo debate a respeito do Plano Municipal de Cultura será no dia 04 de dezembro.


Texto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas
Fotos: A.C.Oliveira/CMC

Publicada em 19/11/2009 19h31