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  • 2009
  • Câmara derruba dois vetos do Executivo

Câmara derruba dois vetos do Executivo

Câmara derruba dois vetos do Executivo

Vereador Valdir Terrazan

A Câmara de Vereadores derrubou na reunião desta segunda-feira (23/11), dois vetos do Executivo. O primeiro deles, de autoria do vereador Cidão Santos (PPS) obriga as lojas a trocarem produtos adquiridos em seus estabelecimentos todos os dias em que haja expediente, inclusive aos sábados e aos domingos. O segundo, de autoria do vereador Valdir Terrazan (PSDB) denomina uma estação de transferência de Combate da Venda Grande. Os projetos deverão ser publicados no Diário Oficial nas próximas semanas e viram lei.

Presidente da Comissão Permanente de Economia e Defesa dos Direitos do Consumidor, o vereador Cidão Santos, diz que o projeto deve se transformar em mais instrumento de defesa dos interesse dos consumidores, já que hoje, muitas empresas de comércio efetuam a troca apenas em dias e horários que eles próprios definem. “Muitas pessoas trabalham durante toda a semana e só têm tempo de efetuar eventuais trocas de produtos aos sábados”, analisa o vereador. O descumprimento da lei prevê as seguintes penalidades ao infrator: advertência a fim de se adequar à lei num prazo de 48 horas. Multa que pode variar de 500 a mil UFICs (Unidade Fiscal do Município de cidaaCampinas) e suspensão temporária do alvará de funcionamento.


O Executivo justificou o veto alegando que a proposta contraria dispositivos do Código de Defesa do Consumidor, uma vez que o diploma legal não obriga a troca pura e simples de produtos adquiridos, sem que apresentem vícios ou defeitos. De acordo com parecer do Procon, trata-se, na verdade, de uma faculdade do fornecedor e não uma obrigação e varia de acordo com a política de atendimento adotada por cada empresa.

VENDA GRANDE – O segundo veto derrubado refere-se à denominação de Combate da Venda Grande à Estação de Transferência localizada na Avenida Cônego Antônio Rocato, entre as ruas Dário Freire Meireles e Pedro Pinheiro. A homenagem remete ao episódio ocorrido no dia 07 de junho de 1842 em que Campinas se transformou num dos mais importantes acontecimentos históricos do País. Nesta data ocorreu o Combate da Venda Grande, em que um grupo de aproximadamente 300 revoltosos, liderados pelo padre Antonio Diogo Feijó e Brigadeiro Tobias de Aguiar pretendiam derrubar o conservador império de D. Pedro II. Dentre os revoltosos destacava-se a figura do Capitão Boaventura do Amaral que foi morto em combate.

A Prefeitura justificou o veto dizendo que a Emdec definiu antecipadamente as denominações das estações. Ainda de acordo com o Executivo, o Combate da Venda Grande deveria denominar o Parque Histórico da Venda Grande, previsto no Plano Local de Gestão da Macrozona 09 – área de integração Noroeste e que inclui o Distrito de Nova Aparecida e regiões do Boa Vista e Amarais, além de bairros como Jardins Campineiro e São Marcos.

“Eu propus esse nome a pedido de moradores. O veto, na verdade, não tinha fundamento jurídico, mas técnico e administrativo. O Executivo dizia que tinha um nome mais conhecido, mas os que moram naquela região, sabem que o nome de Venda Grande é também muito conhecido”, disse o vereador.


Texto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal

Foto: A.C. Oliveira/CMC

Publicada em 23/11/2009 20h28