Câmara discute programa de inclusão de ex-detentos
Na apresentação que fez no plenário da Câmara, Silveira contou que, paralelamente ao trabalho da empresa Liberty – que já produz cerca de 140 produtos diferentes e pelos quais os detentos recebem um salário – está sendo criado o Instituto Liberty, que pretende dar qualificação para que os egressos possam conseguir uma colocação no mercado de trabalho. O empresário diz que 80% das pessoas que saem da prisão acabam reincidindo no crime, justamente por falta de trabalho.
O Instituto iria
preparar o individuo que deixa o sistema prisional. Ele passaria por
um período de qualificação e, em seguida, seria encaminhado por três
meses a uma empresa. Se a empresa se interessasse, poderia a partir daí registrar o funcionário. O Instituto iria acompanhar todo esse processo.
Silveira anunciou ainda, o projeto de criação da Cooperativa
Liberty – que seria a responsável pela implementação de
projetos. O criação da cooperativa ainda em fase de desenvolvimento, segundo Silveira, mas
a intenção é fechar parcerias com a iniciativa privada para, por
exemplo, a abertura de uma fábrica de blocos, ou de manilhas, ou ainda
montagens de rodas de bicicletas.
O objetivo, segundo
Marcos Silveira, é tentar quebrar o circulo vicioso existente hoje,
quando um individuo acaba na cadeia por um delito qualquer e, quando
sai, não consegue emprego, na maioria das vezes, por falta de
preparo.
O empresário lembrou que 75% dos detentos tem ensino fundamental incompleto e, por conta disso, as chances de ele conseguir trabalho assim que sai da prisão é muito pequena. “É preciso lembrar, ainda, que o aprisionamento provocar efeitos psicológicos devastadores e que, por isso, a recuperação é extremamente difícil”, diz ele.
“O Projeto Liberty é de recuperação e inclusão de reeducandos. Não estamos aqui para proteger bandido, que isso fique bem claro”, finalizou Silveira.
Texto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal
Foto: AC Oliveira/ CMC
