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  • 2009
  • Câmara discute programa de inclusão de ex-detentos

Câmara discute programa de inclusão de ex-detentos

Câmara discute programa de inclusão de ex-detentos

O empresário Marcos Silveira

O empresário Marcos Silveira ocupou nesta quarta-feira a primeira parte da reunião da Câmara Municipal para divulgar o Projeto Liberty – que oferece emprego para presidiários e ex-presidiários, e que opera num sistema de parceria com o Conselho das Varas de Execuções Criminais. O projeto, que está entrando no terceiro ano de vida, está crescendo e se diversificando, como informou o empresário Marcos Silveira, coordenador do projeto.

Na apresentação que fez no plenário da Câmara, Silveira contou que, paralelamente ao trabalho da empresa Liberty – que já produz cerca de 140 produtos diferentes e pelos quais os detentos recebem um salário – está sendo criado o Instituto Liberty, que pretende dar qualificação para que os egressos possam conseguir uma colocação no mercado de trabalho. O empresário diz que  80%  das pessoas que saem da prisão acabam reincidindo no crime, justamente por falta de trabalho.

O Instituto iria preparar o individuo que deixa o sistema prisional. Ele passaria por um período de qualificação e, em seguida, seria encaminhado por três meses a uma empresa. Se a empresa se interessasse, poderia a partir daí registrar o funcionário. O Instituto iria acompanhar todo esse processo.

Silveira anunciou ainda, o projeto de criação da Cooperativa Liberty – que seria a responsável pela implementação de projetos. O criação da cooperativa ainda em fase de desenvolvimento, segundo Silveira, mas a intenção é fechar parcerias com a iniciativa privada para, por exemplo, a abertura de uma fábrica de blocos, ou de manilhas, ou ainda montagens de rodas de bicicletas.

O objetivo, segundo Marcos Silveira, é tentar quebrar o circulo vicioso existente hoje, quando um individuo acaba na cadeia por um delito qualquer e, quando sai, não consegue emprego, na maioria das vezes, por falta de preparo.

O empresário lembrou que 75% dos detentos tem ensino fundamental incompleto e, por conta disso, as chances de ele conseguir trabalho assim que sai da prisão é muito pequena. “É preciso lembrar, ainda, que o aprisionamento provocar efeitos psicológicos devastadores e que, por isso, a recuperação é extremamente difícil”, diz ele.

“O Projeto Liberty é de recuperação e inclusão de reeducandos. Não estamos aqui para proteger bandido, que isso fique bem claro”, finalizou Silveira.


Texto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal

Foto: AC Oliveira/ CMC

Publicada em 6/05/2009 19h16