Câmara exibe documentário “Boi Falô”
Por indicação do vereador Luis Yabiku (PDT), a primeira parte da reunião ordinária desta quarta-feira (19/08) da Câmara Municipal será reservada para as comemorações do Dia do Folclore. Para lembrar a data, o vereador programou a apresentação de um documentário sobre a lenda do “Boi Falô” - a história ocorrida numa fazenda em Barão Geraldo, segundo a qual o escravo Nêgo Toninho, por imposição do patrão, saiu para trabalhar numa sexta-feira santa. Ao tentar colocar a canga no animal para iniciar o serviço, o boi teria reagido e, com todas as letras, proferido a frase, “Hoje é dia santo e nóis num vamo trabaiá!”. Desde então, o distrito ficou conhecido como a terra onde o boi falou.
"Trata-se, na verdade, da única lenda campineira”, explica a roteirista e produtora do documentário, Lilia Gallana. Ela também assina a direção do filme ao lado de Luiz Antonio Gallana". A história do Boi Falô teria ocorrido em Barão em 1888 e, depois disso, ninguém mais trabalhou no dia santo. Logo em seguida, foi assinada a Lei Áurea, que aboliu de vez a escravidão no Brasil.
A lenda só sobreviveu graças ao esforço de alguns artistas e historiadores, professores e moradores e agora recebe de presente sua versão em DVD, que teve cópias distribuídas em escolas municipais de Campinas, bibliotecas, autarquias, associações e casas de cultura. Premiado em 2007, o roteiro de Lilia Gallana foi produzido no ano seguinte.
O documentário mistura ficção e realidade, pautando depoimentos importantes sobre a festa do Boi Falô, que acontece na Sexta-feira Santa, junto com aspectos históricos da época em que aconteceu o fato que deu origem à lenda. A dramatização da lenda é uma livre adaptação de roteiro e da direção. Os atores Ton Crivelaro e William Rodrigues fazem os papéis principais, de capataz e escravo, respectivamente.
As locações se deram em fazendas tradicionais de Campinas e na cidade de Brotas. A trilha sonora é assinada por músicos conhecidos no meio artístico e cultural de Campinas: Ding Dong, DJ Dumbo e Marcelo Modesto. "Nosso objetivo era fazer uma leitura poética e uma analogia com a Sexta-feira Santa, com a morte e ressurreição de Cristo sendo representada através da dor e da salvação do escravo Toninho”, ressalta Luiz Gallana.
A primeira parte da Reunião ordinária começa às 18h e é aberta ao público. O acesso ao plenário se dá pela Av. Engenheiro Roberto Mange, 66, na Ponte Preta.
Texto: Assessoria de Imprensa da Câmara
Municipal de Campinas
Foto: Divulgação
