Câmara lembra Dia do Folclore com exibição de documentário
A história do Boi Falô teria ocorrido em Barão em 1888 e, depois disso, ninguém mais trabalhou no dia santo. Logo em seguida, foi assinada a Lei Áurea, que aboliu de vez a escravidão no Brasil.
Premiado em 2007, o roteiro de Lilia Gallana foi produzido no ano seguinte e já foi mostrado em 80 cidades do País por meio de Tvs comunitárias, segundo o diretor Luiz Antonio Gallana.
O documentário mistura ficção e realidade. Traz depoimentos de populares sobre a festa do Boi Falô - que acontece toda Sexta-feira Santa - e aspectos históricos do período em se deu a lenda por meio de análises dos historiadores César Nunes e Robeni Batista da Costa. A dramatização da lenda é uma livre adaptação de roteiro e da direção. Os atores Ton Crivelaro e William Rodrigues fazem os papéis principais, de capataz e escravo, respectivamente.
As locações se deram em fazendas tradicionais de Campinas e na cidade de Brotas. A trilha sonora é assinada pelos músicos Ding Dong, DJ Dumbo e Marcelo Modesto.
“O folclore é uma forma de manter viva nossa história e a preservação da nossa história é de extrema importância para a formação de nossas crianças e de um povo”, disse o vereador. Segundo Luiz Antonio Gallana, “o folclore traz conhecimentos ancestrais e são histórias que contribuem para a formação de um povo”, lembrou. “Neste caso (do filme “O Boi Falô), representa, entre outras coisas, a luta e o sofrimento do negro no Brasil”, disse.
Texto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas
Foto: A.C. Oliveira/CMC
