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  • 2009
  • Camelôs fazem manifestação na Câmara

Camelôs fazem manifestação na Câmara

Camelôs fazem manifestação na Câmara

manifestação dos camelôs

Regulamentação da profissão e a criação de um espaço exclusivo são as reivindicações da categoria

Na véspera da primeira reunião da Comissão Especial de Inquérito (CEI) que vai apurar a venda de espaços públicos na região central da cidade, camelôs e vendedores ambulantes realizaram um manifestação ruidosa nesta segunda-feira na Câmara de Vereadores.

Os manifestantes promoveram um apitaço até a chegada ao prédio da Câmara; tomaram boa parte do plenário e abriram faixas que diziam: "Queremos pagar impostos" e “Todo o apoio à CEI do Solo Público”. Eles pediram a regulamentação da profissão e um espaço exclusivo próximo ao novo Terminal Rodoviário para os que estão sem vaga na região central da cidade.

Para a vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores Informais de Campinas, Maria de Fátima de Souza, os trabalhadores só querem ser respeitados. "São só pessoas que querem trabalhar dentro da lei, e dignamente", completou.

A secretária geral do Sindicato, Elaine Cristina, diz que a regularização terá dois efeitos positivos: além de resolver o problema social, vai tornar o Centro da cidade mais orqanizado. Ela diz que hoje o camelôs são vistos como ladrões. "Não estamos envolvidos na venda de solo público, que foi a denúncia feita pela imprensa, estamos apenas buscando um espaço exclusivo para os nossos 350 sindicalizados", disse.

Elaine revelou ainda que "se houvesse um espaço destinado a eles, o número de sindicalizados dobraria", falou. A categoria também busca direitos como Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) e aposentadoria. As representantes revelaram também que o sindicato apoia a CEI e que as denúncias devem ser apuradas, mas pedem que as reivindicações dos trabalhadores sejam atendidas.

 Para oficializar o pedido, o presidente do Sindicato, Estanislau Pereira Coelho entregou ao presidente do Legislativo, vereador Aurélio Cláudio (PDT), um ofício com as demandas da categoria, pedindo a organização da economia informal.

Para o vendedor ambulante Antônio Vitório Texeira, de 62 anos, que há dois anos vende pipoca no Terminal Central, a destinação do espaço e a regulamentação seria muito bem-vinda. "Hoje, com a fiscalização da Setec, muitas vezes eu perco minha mercadoria, e com o prejuízo deixo de alimentar minha família e comprar a medicação para o meu tratamento contra e diabetes", contou.

A Comissão Especial de Inquérito (CEI), motivo do manifesto, que vai apurar denúncia de venda de espaços públicos na região central de Campinas e que supostamente seriam destinados a vendedores ambulantes, realizou nesta terça-feira (17/02),  reunião onde definiu o cronograma de trabalho.

O pedido de instalação da CEI foi feito pelo vereador Campos Filho (DEM) e surgiu a partir de denúncias de venda de espaços públicos na região central da cidade, segundo mostrou a imprensa local.

Sobre a presença dos camelôs na Câmara, Campos Filho declarou que a manifestação é democrática e valoriza a cidadania. "Há um consenso dos participantes que estão envolvidos nessa iniciativa do Legislativo, que é de resolver o problema", disse.


Conheça a denúncia - De acordo com o jornal Correio Popular, a partir do pagamento de uma taxa de R$ 30,00, o comprador tinha direito a fazer parte de uma associação e ocupar um lugar que estivesse livre na Avenida João Penido Burnier - que serve de ponto final para os microônibus que vêm de Hortolândia e Sumaré.

O vereador disse, no entanto, que a CEI não deverá se ater ao problema específico apresentado pela reportagem. “Vai além disso”, assegurou. A ideia é apurar a denúncia e propor uma política para o setor. “Vamos ouvir todos os envolvidos na denúncia, é claro, mas o que mais nos importa neste momento não é discutir a questão pontual. Queremos colaborar para uma solução definitiva para o caso dos vendedores ambulantes na cidade”, afirmou o Campos Filho.


Os números -  Não se sabe com segurança qual é o número de vendedores ambulantes e camelôs atuantes em Campinas. Fontes oficiais estimam em cerca de 1,2 mil apenas na região central, mas a expectativa dos comerciantes é que o número seja pelo menos o dobro.

Além de Campos Filho, a Comissão é formada por Josias Lech (PT), que será o relator, e os vereadores Paulo Oya (PDT), Arly de Lara  Romeo (PSB) e Zé do Gelo (PV).


Texto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas

Fotos: A.C. Oliveira/ CMC


Publicada em 16/02/2009 21h26