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  • 2009
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Campinas quer ampliar o quadro de Defensores Públicos

Encontro foi na Câmara de Vereadores nesta quinta-feira
Campinas quer ampliar o quadro de Defensores Públicos

Arcanjo (esq), Cristina Guelfi e Elpídio

Cerca de seis mil pessoas por ano deixam de ser atendidas pela Defensoria Pública do Estado em Campinas por falta de advogados. Dados de 2007 estimam que na cidade, o órgão recebe mil casos por mês, mas com apenas 16 profissionais, apenas 500 recebem atendimento. O restante é encaminhado à OAB. Os números foram apresentados na noite desta quinta-feira (16/04), durante a Pré-Conferência da Defensoria Pública do Estado de São Paulo, realizada na Câmara Municipal de Campinas.

O coordenador regional da Defensoria, Elpídio Francisco Ferraz Neto, defende a abertura de concurso público para a contratação de pessoal. “A questão salarial é importante, mas é uma consequência de bom atendimento e estrutura para isso. Em 2007 foram gastos R$ 30 milhões com advogados do convênio com a OAB, recurso que poderia ser destinado à novos defensores”, defendeu. O coordenador explicou ainda que as questões familiares e de moradia são a maior procura por profissionais. Além disso, Elpídio explicou que a triagem para a utilização do serviço é ter renda máxima de três salários mínimos (R$1.395,00).

Sobre a possibilidade do município criar uma Defensoria Pública, o coordenador considera polêmico. “A responsabilidade de prestação deste tipo de serviço judiciário é do Estado, enquanto ente federativo. O município não tem essa responsabilidade, por isso eu entendo que é essa possível criação seria barrada por inconstitucionalidade”, explicou.

A Defensora Pública Geral de São Paulo, Cristina Guelfi, garante que a demanda do órgão é a questão salarial – hoje com base de aproximadamente R$5 mil e teto de R$12 mil. “Acredito que o Governo está sensível às necessidades da categoria, e fará os encaminhamentos à Assembleia Legislativa”, garantiu. Além da questão salarial, a categoria reivindica concurso para novos 100 profissionais. Hoje, o Estado conta com 400, mas a defensora garante que o número está bem inferior ao necessário. “Estimamos que o ideal é 1.500 defensores”, afirmou.

A Pré-Conferência da Defensoria Pública do Estado de São Paulo, realizada nesta quinta, serve de preparação para a II Conferência Estadual da Defensoria Pública, marcada para os dias 26 e 27 de junho, em São Paulo. O evento que contou com aproximadamente 80 pessoas foi para identificar as demandas da sociedade civil; debater as políticas públicas e definir diretrizes para a atuação da Defensoria Pública no Estado. Para isso também estiveram a 3ª subdefensora pública de Campinas e Região, Elaine Ruas, e o ouvidor da Defensoria Pública de São Paulo, William Fernandes.

O vereador Miguel Arcanjo (PSC), que articulou o encontro, considera o tema importante. “Eu entendo que é relevante e importante para a população conhecer quais são as funções da Defensoria Pública do Estado de São Paulo e ao mesmo tempo é uma auto-análise por parte dos profissionais, onde eles discutem suas necessidades nesse início de instituição”, disse.


SOBRE O ÓRGÃO - A Defensoria Pública do Estado de São Paulo foi criada há três anos, é prevista na Constituição Federal e presta assistência jurídica integral e gratuita à população que não tem condições de pagar por esse serviço. Para exercer a função nas áreas cível; família; criminal e execução criminal, é necessário concurso público . Em Campinas a Defensoria atende na Cidade Judiciária, na Av Francisco Xavier Arruda Camargo, 300, no bairro São Quirino.


Texto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas

Foto: A.C. Oliveira/CMC

Publicada em 17/04/2009 12h55