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  • 2009
  • Desemprego é menor que antes da crise

Desemprego é menor que antes da crise

A taxa de desemprego é de 6,4% - 37 mil desempregados. No mesmo período do ano passado a taxa era de 7,0% (42 mil desempregados)
Desemprego é menor que antes da crise

Malman (a partir da esq.), Cirilo e Tiãozinho

A economia de Campinas está dando sinais claros de que já superou os efeitos da crise internacional. Dados apresentados hoje (06/11) durante a reunião para avaliação da crise na RMC, mostraram que a cidade não só recuperou o nível de emprego como também ampliou a média de salário. A taxa de desemprego é de 6,4% - 37 mil desempregados. No mesmo período do ano passado a taxa era de 7,0% (42 mil desempregados). O economista da Associação Comercial de Campinas (ACIC), Laerte Martins, comparou os dados também com o ano de 2000, quando a taxa atingia 16,4% (80 mil desempregados). “Tivemos uma recuperação bastante positiva em termos percentuais. Houve uma redução de quase 31% no número de desempregados e isso mostra a evolução positiva da cidade, apesar da crise”, explicou o economista.

Já a média salarial é de R$1.093,00 superando os anos anteriores e com crescimento de 5% em relação a 2008.O setor que remunera melhor é o da indústria e o que mais emprega é o de serviços (comércio, transporte, etc.). Para o secretário de Trabalho e Renda, Sebastião Moreira Arcanjo (Tiãozinho), as condições estão favoráveis. “Os setores que não foram fortemente atingidos geraram uma dinâmica para o setor de empregos, acelerando a atividade econômica e ajudando a reduzir o impacto da crise”, defendeu. Tiãozinho destacou ainda que a secretaria vai investir em capacitação de profissionais para qualificar a mão-de–obra em Campinas no próximo ano. “Com os investimentos futuros que a cidade vai receber como o TAV, por exemplo, é preciso que a cidade esteja preparada”, afirmou.

Para o vereador Luiz Cirilo (PPS), presidente da Comissão Especial de Estudos (CEE) sobre o tema, é precipitado dizer que a cidade já superou a crise. “Concluímos que a crise ainda está em Campinas, ela não passou. Mas os efeitos que ela produziu aos cidadãos não foram graves como se imaginava”, disse. “Existe um processo de recuperação e nossa expectativa é que haja uma mobilização também do Poder Público para que esses efeitos sejam minimizados cada vez mais”, completou. cirilo


    Cirilo afirmou ainda que gostaria de continuar os estudos sobre a crise, mas regimentalmente deve encerrar as discussões. O relator da CEE, vereador Biléo Soares (PSDB) deve elaborar o relatório final em 15 dias, para então ser apresentado em plenário.   A Comissão conta também com o vereador Thiago Ferrari (PMDB).

    Já o secretário de finanças, Paulo Mallmann reforçou os projetos do Executivo para recuperar a arrecadação. Além do PERF – programa que possibilita pagamento de débitos com descontos de até 85% nos juros e multa - a Prefeitura dará descontos de até 5% no valor do IPTU do ano seguinte, para os contribuintes que pagarem o imposto em dia. Além disso, vai oferecer prêmios para os que participarem da chamada Nota Fiscal Campineira e mudar o sistema de cálculo do ITBI.

    Mallmann diz que, em virtude da crise internacional, a arrecadação sofreu um impacto muito além do previsto. Ele disse que entre janeiro e setembro deste ano, a arrecadação cresceu 1,3%. No mesmo período do ano passado, a arrecadação havia sido 17% maior. O PERF, disse ele, estima arrecadar R$ 40 milhões, mas até agora conseguiu apenas R$ 11 milhões. “Nossa estimativa para 2010 é crescer entre 10% e 12% nas arrecadações”, disse. Também esteve presente o secretário de Cooperação Internacional, Romeu Santini.

Texto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas

Fotos: A.C. Oliveira/CMC

Publicada em 6/11/2009 13h41