Casos de Gripe A em Campinas devem aumentar, alertam especialistas
Depois de dobrar em menos de uma
semana, quando saltaram de oito na última sexta-feira (26/06)
para 16 casos até ontem (29/06), os registros de Gripe A
(N1H1) poderão aumentar ainda mais nos próximos meses
em Campinas, segundo alerta feito nesta terça-feira (30/06)
por especialistas reunidos na Câmara Municipal. De acordo com a
diretora da Vigilância Epidemiológica de Campinas,
Brigina Kemp, a queda na temperaturas por conta do inverno e a
chegada das férias de escolares , vão ampliar de forma
acentuada os riscos de contaminação. “Muita gente vai
sair em férias, viajar para locais onde a incidência da
doença é grande e, com isso, os riscos de a epidemia
aumentar por aqui são grandes”. O encontro para discutir os riscos da epidemia na cidade foi organizado pelo vereador Dário Saadi (DEM).
Segundo as especialistas, em maio foram registrados 18 casos suspeitos da doença, esse número subiu para 33 na última semana. Ainda há a previsão de que os meses de agosto a setembro sejam o período mais crítico de transmissão da doença, devido a volta das férias.
A diretora Regional da Vigilância Epidemiológica, Márcia Pacola, disse que no hemisfério sul a situação ficará complicada. “Estamos em um período, o inverno, em que é comum as pessoas apresentarem quadros de gripes ou resfriados e consequentemente mais propicio ao aparecimento da gripe A. Brigina Kemp, acrescenta que além do inverno, fatores como o grande trânsito de pessoas entre países e as férias, contribuem para o aumento do Influenza A.
“A população não deve se alarmar, não devemos entrar em pânico, e muito menos achar que qualquer sintoma seja a doença. Somente após a confirmação dos sintomas – febre acima de 37,5º, tosse, dor de garganta e cefaléia –, que levam sete dias para aparecer, o médio deverá entrar em contato com Vigilância Epidemiológica, para depois o paciente ser encaminhado para Hospital das Clínicas da Unicamp”, alertou Márcia Pacola.
Durante a reunião, o vereador Dário Saadi questionou o fato da doença ter se tornado tão polêmica, mas segundo esclarecimentos das especialistas, se deve ao vírus ser novo e por 100% da população estar sujeita a ele, ou seja, toda pessoa, independente de sua condição de defesa, pode adquirir a gripe A.
Brigina Kemp disse que Campinas está preparada para a gripe, pois logo quando surgiram os alertas sobre a doença, tanto a rede de saúde pública quanto privada foi preparada para identificar os casos e agir de maneira adequada. “O médico que suspeite da gripe liga para a Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa), no caso de Campinas, e de acordo com as informações, o paciente é ou não encaminhado para o HC.
A diretora da Vigilância Epidemiológica da cidade também informou que ainda não recebeu a resposta da Secretaria de Saúde do Estado, sobre o aumento das redes de atendimento, entre as sugestões estão o Hospital Municipal Dr. Mário Gatti.
Na reunião, as especialistas reforçaram as orientações sugeridas pelo Ministério da Saúde, como o adiamento de viagens e comentaram sobre a busca dos países por uma vacina contra a doença.
“A tecnologia para produzir a vacina da gripe é bem conhecida, então logo teremos como combater a influenza A”, garantiu Saadi.
Texto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas
Foto: A.C. Oliveira/ CMC
