Ir para o conteúdo.Ir para a navegação

Portal da Transparência
A+
A-
Acessibilidade
Acessibilidade
Navigation
  • 2009
  • CEI ouve camelôs e ex-diretores da SETEC

CEI ouve camelôs e ex-diretores da SETEC

A Comissão Especial de Inquérito (CEI) que apura a venda irregular de espaços públicos em Campinas ouviu nesta terça-feira (05/05) representantes dos camelôs e ex-diretores da SETEC – autarquia responsável pela fiscalização e autorização do trabalho do comércio informal na cidade.

Durante a tarde foram ouvidas as presidentes da Associação do Comércio Informal de Campinas Maria de Fátima de Souza e da Sociedade dos Trabalhadores na Economia Informal de Campinas e Região Maria José M. Sales. O ex-diretor técnico operacional da SETEC Valdir Deling e o ex-presidente da autarquia José Antonio de Azevedo também foram ouvidos.

O presidente da CEI vereador Campos Filho (DEM) disse que o teor dos depoimentos será revelado no relatório final. “Decidimos que todo o trabalho correrá sob segredo para preservar a integridade dos depoentes e podermos ter uma maior isenção”, afirma.

O relator da CEI vereador Josias Lech (PT) deve entregar o documento em três semanas. “No relatório iremos apontar tanto o conteúdo dos depoimentos como a nossa conclusão para depois nos reunirmos para avaliar se será necessário novas informações”, diz.

A comissão que investiga a atuação dos camelôs em Campinas surgiu em fevereiro após denúncias veiculadas na imprensa de venda de espaços públicos na região central da cidade. De acordo com a reportagem o pretendente a uma vaga teria que pagar uma taxa de R$ 30,00 e fazer parte de uma associação para conseguir um lugar que estivesse livre na Avenida João Penido Burnier, que serve de ponto final para os microônibus que vêm de Sumaré e Hortolândia.

De acordo com Campos, além da investigação a CEI pretende apontar as questões sociais envolvidas para que o comércio informal tenha um novo tratamento. “Há muitas pessoas que estão no comércio informal porque não há vagas no mercado de trabalho e é preciso que haja uma nova organização para que todos possam trabalhar dignamente”, finaliza.

Atualmente estima-se que há cerca de 1,2 mil camelôs em Campinas, mas os comerciantes acreditam que esse número seja pelo menos o dobro.

Também participam da comissão os vereadores Arly de Lara Romêo (PSB), Paulo Oya (PDT) e Zé do Gelo (PV).


Texto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas




Publicada em 5/05/2009 18h50