Comissão de Estudos do Lixo discute problemas ambientais
A Comissão Especial de Estudos sobre o Sistema de coleta de lixo no município e a Situação dos Aterros Sanitários, presidida pelo vereador Luis Yabiku (PDT) se reuniu nesta terça-feira (07) com o secretário municipal de Meio Ambiente Paulo Sérgio Garcia de Oliveira, o engenheiro civil especializado em Licenças Ambientais da Prefeitura Plínio Escher Júnior e com o engenheiro do Departamento de Limpeza Urbana Alexandre Gonçalves.
Preocupados com a possibilidade de Campinas ficar sem coleta de lixo após o Delta A atingir a capacidade total de depósito de resíduos os vereadores quiseram saber do secretário de meio ambiente se o município tem programas para aumentar a coleta recicláveis, que hoje é de 2% do total de lixo recolhido. Oliveira afirmou que a Secretaria do Meio Ambiente pretende ampliar esse número, pois com menos material recolhido o Delta poderia ter uma vida útil maior.
O engenheiro Escher Júnior, disse que a prefeitura pretende, em no máximo dois anos, conseguir o licenciamento para o funcionamento do Delta B, afastando assim a possibilidade do município ficar sem local para depositar o lixo.
Yabiku comentou que na próxima semana a Câmara fará uma audiência pública sobre o Plano Local de Gestão da Macrozona 5, que é o planejamento urbano das regiões do Campo Grande e Ouro Verde e onde Complexo Delta está “Nossa preocupação é saber se há medidas de planejamento considerando a existência do Delta”.
O secretário de Meio Ambiente garantiu que o plano local de gestão contemplou as medidas para o tratamento de resíduos. “Há critérios, inclusive, para o crescimento urbano no envoltório do Delta para evitar construções e o crescimento desorganizado ao redor do aterro”.
Os vereadores Luis Henrique Cirillo (PPS) e Artur Orsi (PSDB),este relator da comissão, questionaram os motivos que levam a prefeitura a investir em depositar o lixo na cidade e não exportar para aterros particulares em outros municípios.
Atualmente são depositados cerca de 27 mil toneladas de lixo por mês no Delta A que tem uma capacidade de 630 metros, dos quais tem 617 utilizados. A Prefeitura deve pedir à Cetesb autorização para que a capacidade aumente para 640 metros.
Oliveira afirmou que financeiramente é viável para Campinas depositar os resíduos aqui, pois além do pagamento do transporte também seria cobrado o valor do depósito do material em aterros particulares. “Campinas será um modelo para o mundo onde teremos usinas para tratar esse lixo antes que ele seja depositado.”, defendeu.
Cirillo disse que a cidade poderia ter um custo baixo no transporte. “Temos o exemplo de Poços de Caldas onde duzentos vagões passam por Campinas levando bauxita da Votorantim e volta vazio”, disse.
Orsi questionou o porque a cidade não faz nenhum estudo sobre o depósito em aterros externos. Ele lembrou que o Delta é o último local para depósito de lixo e por que o município já vai utilizar essa alternativa. “Precisamos saber se há um problema técnico ou político para resolver a questão.”, disse.
A comissão pretende convidar as cooperativas de reciclagem para participarem de uma reunião. O objetivo é apontar soluções para aumentar a coleta de material reciclável, que hoje está bem abaixo do ideal.
Texto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas
Foto: A.C. Oliveira/CMC
