Comissão discute medidas para retirada de população de rua
O juiz da Vara da Infância e Juventude de Campinas, Richard Pae Kim, falou da importância de se criar uma rede de proteção para tratar a criança e adolescente morador de rua que, muitas vezes, além de problemas ligados à família tem as questões ligadas ao consumo de drogas, que hoje é um problema mundial. “Nós não precisamos ter apenas ações de atendimento, mas de prevenção com um programa que atenda à criança e ao adolescente quando ele começa a ir pra rua e o principal é que as pessoas não dêem esmolas para eles e sim avisem à rede de proteção para tomarem as devidas providências”.
O diretor de saúde da Secretaria Municipal de Saúde Pedro Humberto Scaraviello afirmou que a atribuição da pasta está em participar da Operação Tolerância Zero fazendo o atendimento e encaminhamento dos moradores de rua na rede hospitalar. Ele anunciou que serão construídas “casas de passagens” para o tratamento de mendigos dependentes de drogas, principalmente de crack. Elas serão essenciais para o período mínimo de internação psiquiátrica para o tratamento.
Presidida pelo vereador Francisco Sellin (PDT), a CEE contou com a participação de instituições que realizam trabalho social com esse público. O professor Moacyr Bagnarelli do SENAI Campinas elogiou o trabalho da Polícia Militar na abordagem ao morador de rua. “Hoje vocês tem um papel mais educativo do que combativo como era há uns 10 anos e com isso eu acredito que a Polícia Militar está mais cidadã”, ponderou.
O vereador falou da importância de uma nova postura do município em relação às pessoas que são enviadas por outras cidades. “Sabemos de casos em que as prefeituras enchem uma perua com moradores de rua e os deixam na entrada da cidade e o ônus fica para Campinas. Precisamos achar uma forma de impedir isso”, disse.
Sellin acredita que a melhor forma
de começar a equacionar o problema, principalmente no centro da
cidade, é aprovando dos Projetos de Lei que estão na Câmara que
tratam da reurbanização no entorno da velha rodoviária. “A
partir daí poderemos dar um novo aspecto àquela região e em
seguida trabalharmos outras que cabem mais ter essas pessoas sem
perspectivas que serão encaminhadas para tratamento, trabalho,
moradia, enfim, para a dignidade”, finalizou.
Texto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas
Fotos: A.C.Oliveira/CMC
