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  • 2009
  • Conselhos Municipais defendem tribuna popular

Conselhos Municipais defendem tribuna popular

Discussão aconteceu na primeira reunião da Comissão de Legislação Participava
Conselhos Municipais defendem tribuna popular

Ver. Josias Lech (PT)

Na primeira reunião da Comissão Permanente de Legislação Participava da Câmara de Vereadores de Campinas, que aconteceu na noite desta terça-feira (28/04), representantes dos Conselhos Municipais sugeriram regulamentar o artigo 97 da lei orgânica do Município, que cria a tribuna de livre expressão popular, através de entidades representativas. A idéia foi indicada pela presidente do Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (Condema), Mayla Porto, que defende a prática democrática. “É preciso que esse artigo seja regulamentado para que haja democracia nessa cidade”, disse.

Mayla explicou que a idéia de existirem os Conselhos surgiu em 1979, e sugeriu que a Comissão monitore as formas de atuação das entidades em Campinas; destacou que devem ser criados espaços alternativos na mídia para divulgação dos atos dos Conselhos; e pediu ainda que sejam criadas medidas efetivas onde possam ser determinados os prazos de requerimentos de informações solicitados por eles. “É preciso um prazo para que o Executivo responda aos questionamentos dos Conselhos. Isso não acontece hoje e deve mudar”, questionou.

Também do Condema, Hélio Shimizu destacou a importância das Comissões Especiais de Estudos (CEE) da Câmara – hoje são 12 - e sugeriu que os projetos de lei que estão tramitando na Casa sejam encaminhados para análise dos Conselhos. O presidente da Comissão, vereador Josias Lech (PT) é favorável à participação, mas tem suas restrições. “Não podemos nos esquecer que legalmente, os Conselhos não podem emitir pareceres sobre propostas de leis, mas toda participação positiva é bem-vinda”, disse.

Outra reivindicação surgiu do ex-presidente do Conselho Municipal de Saúde, Ercindo Mariano Júnior, que sugeriu a volta do Parlamento Jovem - instituído pela resolução 768/2003, com o objetivo de formar cidadãos e porta-vozes da comunidade escolar – que teve última realização no primeiro semestre de 2008. Júnior destacou ainda a importância das entidades explicando que os recursos do Governo só são repassados aos municípios através dos Conselhos.

O vice-presidente do Conselho da Cidade (Concidade), Luis Donizetti da Silva (Leo), também deu sua sugestão: que disciplinas que ensinem os direitos e deveres dos cidadãos, bem como a base da cidadania, sejam incluídas na grade da rede municipal de ensino. “Isso é fundamental porque nossas crianças perderam o aprendizado do que é cidadania, e acabam tendo referências erradas do que é reivindicar seus direitos”, defendeu.

A agente do Conselho do Orçamento Participativo (COP), Paola Rizza de Oliveira, informou que hoje a cidade conta com 30 Conselhos Municipais. O número veio de um estudo realizado pela agente, onde consta ainda os membros das entidades da cidade, além das legislações que determinam a sua criação. De acordo com ela, a cada seis meses os Conselhos passam por mudanças estruturais. Paola disponibilizou o estudo à Comissão, e sugeriu que as audiências públicas que discutem assuntos de interesse da população, sejam feitos em horários mais acessíveis. “Hoje as audiências e debates acontecem às 9h da manhã. Quem tem disponibilidade de acompanhar?”, questionou.

Estiveram ainda os representantes do Movimento Negro Unificado (MNU), Maurílio Ferreira da Silva; Conselho do Trânsito e Transporte, Juarez Bispo Mateus; Associação de Moradores do Jardim do Lago, entre outros.

Satisfeito com o primeiro encontro, Lech pretende ainda organizar uma publicação com normas e leis que ordenam a participação popular. “Fico muito contente com a presença da população, e principalmente das lideranças. Todas as sugestões dadas são importantes e serão analisadas”, garantiu. O vereador quer ainda realizar um grande encontro para tratar do tema, além do papel dos poderes Executivo e Legislativo.

Para participar – de acordo com a Lei Orgânica do Município (art. 46), para que sejam criados projetos de lei de iniciativa popular, é preciso que as entidades representativas consigam assinatura de 5% dos contribuintes.

A Comissão Permanente de Legislação Participava é formada também pelos vereadores Rafael Zimbaldi (PP), O Politizador (PMN), Paulo Oya (PDT) e Campos Filho (DEM), que é o relator. O primeiro encontro contou ainda com a presença do vereador Jaírson Canário (PT).


Texto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas

Foto: A.C. Oliveira/CMC

Publicada em 28/04/2009 22h25