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  • 2009
  • Divergência marca tramitação de projeto dos alvarás

Divergência marca tramitação de projeto dos alvarás

Divergência marca tramitação de projeto dos alvarás

Debate sobre nova lei de alvarás

Uma divergência de origem regimental pode retardar – ou até mesmo impedir - a tramitação na Câmara ainda este ano, do projeto de autoria do Executivo que cria diferentes faixas de cobrança para concessão e renovação dos alvarás e reajusta os preços do serviço em até 25 vezes, em determinados casos. Alegando que a Prefeitura enviou o projeto fora do prazo, o vereador Artur Orsi (PSDB) disse que a proposta não pode ser votada este ano e promete mesmo ir à Justiça caso isso ocorra.

Baseado no Artigo 155 da Lei Orgânica do Município (LOM), Orsi afirma que matérias que tratam do sistema tributário têm de ser encaminhadas ao Legislativo até o dia 1º de outubro. O projeto foi recebido na Câmara em 16 de novembro. “Esse procedimento (da Prefeitura) é flagrantemente ilegal e, com isso, o projeto não pode tramitar este ano”, afirmou ele, categórico.

O secretário de Assuntos Jurídicos da Prefeitura, Carlos Henrique Pinto (abaixo), diz que há duas incorreções na interpretação de Orsi. Primeiro, diz que o projeto não mexe com o sistema tributário – faz apenas uma correção no valor de taxas. Além disso, diz estar amparado no princípio da anterioridade previsto na Constituição Federal, que apenas proíbe a cobrança no mesmo ano que em a lei foi aprovada.carlos

Diante do impasse, o presidente da Comissão de Constituição Legalidade e Redação , Luis Yabiku (PDT), pediu um parecer a Consultoria Jurídica da Câmara, que iniciou a análise do processo ainda na tarde desta sexta-feira, e decidiu oferecer parecer favorável.

PROJETO - O projeto cria diferentes faixas de cobrança para concessão e renovação dos alvarás de seis categorias (residencial, comercial, serviço, institucional, industrial e eventos) e levam em conta o tamanho do empreendimento, a capacidade de público ou o tipo de atividade, entre outros critérios. Atualmente, todos os alvarás, independentemente do tipo de atividade, possuem uma taxa aproximada de 120 UFICs (Unidades Fiscais de Campinas).

Com o novo projeto, taxas cobradas em arruamentos e loteamentos chegam a ser sete vezes maiores que o atual. Uma área de 50 mil m2 que hoje paga R$ 815,78 pelo alvará, passará a pagar R$ 4.604,60. Uma área de 100 mil m2 saltaria dos atuais R$ 1.499,67 para R$ 9.609,60.

A Prefeitura argumenta que o reajuste é necessária, pois os valores cobrados estão defasados. “Ninguém inventou esses valores. Fizemos um levantamento e descobrimos que esse é o nosso custo. Tivemos de fazer esses reajuste única e exclusivamente para custeio da máquina”, garante Carlos Henrique.

jarreAssessora Jurídica da Secretaria, Wendy Campos, diz que os percentuais de reajuste foram definidos por critérios técnicos e com base no valor cobrado por prefeituras de cidades de médio e grande porte do interior do Estado. Ela diz que em São José do Rio Preto, por exemplo, a taxa de licença de diretriz urbanística até 50 mil m2 é de aproximadamente R$ 7.750,00. Em Sorocaba para a mesma licença o valor é de R$ 41 mil.

O vereador Professor Alberto (DEM) disse que não entende as razões pelas quais a Prefeitura não promoveu um reajuste escalonado. “Para mim, o aumento foi feito de forma abrupta demais. Há muitos anos o preço está defasado, mas não há razão para que fosse reajustado assim, de uma só vez”, pondera.

A expectativa do líder do governo na Câmara, Francisco Sellin (PDT) é a de que o projeto seja votado ainda este.

Texto e Foto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal

Publicada em 4/12/2009 17h09