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  • 2009
  • Divulgação de Disque Ouvidoria da Polícia poderá virar Lei

Divulgação de Disque Ouvidoria da Polícia poderá virar Lei

Divulgação de Disque Ouvidoria da Polícia poderá virar Lei

ver. Cidão Santos (PPS)

Menos de um mês depois do incidente em que diz ter sofrido com a truculência da Polícia Militar durante uma blitz de rotina, o vereador Cidão Santos (PPS) reagiu e quer tornar obrigatória a divulgação de um telefone para o registro de denúncias de abuso de poder por parte de policiais. Pelo projeto, apresentado esta semana na Câmara de Vereadores de Campinas, a Ouvidoria da Polícia Militar terá de divulgar nas repartições públicas, o número de um telefone que receberia denúncias de crimes cometidos por policiais.

Pela proposta, fica obrigatória a divulgação do telefone no prédio da Prefeitura e da Câmara Municipal, em escolas da rede municipal de ensino, praças de esportes, hospitais e unidades básicas de saúde, veículos de transporte público e seus concessionários e em todas as demais repartições públicas. Nesses locais, devem constar a frase “Disque Ouvidoria da Policia” e o número 0800.177070.

Na sua justificativa, o vereador explica “que muitas vezes a população é vítima do abuso de autoridade que se configuram em atos arbitrários da Policia Civil ou Militar e por isso se faz necessária a divulgação desse serviço”, diz Cidão. Para o vereador, desta forma será possível fazer uma avaliação mais rigorosa sobre a atuação dos policiais e evitar abusos.

Segundo o vereador, no dia 14 de fevereiro ele foi ofendido e maltratado ao ser abordado por uma patrulha da PM, quando seguia para casa no Jardim Tamoio, região Leste da cidade. Os policiais o obrigaram a sair do carro, o empurraram contra uma parede e apontaram armas em sua direção, mesmo depois de ter se identificado como vereador e tentado mostrar sua carteira funcional.

Cidão Santos, durante discurso na tribuna da Câmara, disse que temeu ser morto. “Não me deixaram falar ao telefone. Não me deixaram acompanhar a revista que fizeram no meu carro”, relatou. Para ele, os policiais agiram de forma truculenta, discriminatória, num comportamento de desrespeito aos direitos fundamentais do cidadão e de insulto o Poder Legislativo. “Eu quero saber se a polícia trata desta forma um vereador, o que ela não faz com um cidadão comum?”, perguntou.

O vereador esteve no comando do policiamento, dois dias após o acontecido, e recebeu a garantia de que uma investigação interna seria feita para apurar se houve excessos dos policiais.


Texto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas

Foto: A.C. Oliveira/CMC

Publicada em 10/03/2009 13h27