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  • 2009
  • Evento cultural abre campanha de jovens

Evento cultural abre campanha de jovens

Campanha “O que eu quero para Campinas”, foi idealizada por Thiago Ferrari
Evento cultural abre campanha de jovens

Jovens reunidos na Câmara

Um evento cultural realizado na Estação Cultura deverá marcar o início da campanha “O que eu quero para Campinas,”, que tem entre os seus idealizadores o vereador Thiago Ferrari (PMDB). A campanha – que pretende identificar a expectativa que o jovem campineiro tem a respeito de sua cidade – tem o objetivo de inserir o jovem nas discussões em torno das políticas públicas e estimular a participação deles no processo político. Em reunião realizada nesta quarta-feira (29/04) na Câmara Municipal, alguns dos idealizadores da campanha anunciaram uma agenda de atuação.

O pontapé da campanha será no dia 09 de maio, com um evento cultural na Estação Cultura. A ideia é reunir no mesmo espaço todas as vertentes da cultura jovem, com apresentação de grupos de hip hop, street dance, teatro e música eletrônica. “Atualmente há vários grupos de jovens na cidade, cada um lutando por sua bandeira. Estamos buscando colocar todos em uma mesma sintonia”, disse Nino Fonseca, um dos coordenadores da campanha. A pretensão, segundo ele, é a de elaborar políticas públicas de inclusão do jovem, como por exemplo, o maior acesso a programas como Procamp, o equivalente em Campinas ao Prouni, ou consolidar uma luta pela isenção do pagamento da tarifa de ônibus.

“A idéia desse movimento é traçar um raio-x da juventude campineira; descobrir o que cada um pretende e partir desse diagnóstico definir propostas”, acrescentou.

Os jovens decidiram também levar um manifesto com as principais reinvindicações ao prefeito Hélio de Oliveira Santos (PDT).

Para o educador Fred Pereira a juventude de Campinas precisa de um pouco mais de atenção e respeito. “Hoje ela não está sendo tratada como merece. A grande reclamação dessa juventude é que ela está esquecida pelo governo e o terceiro setor”, falou. Um exemplo citado por ele é em relação aos pichadores. Segundo Pereira, muitos partem para este tipo de ação porque não tem nenhum incentivo para grafitar ou aprender outro tipo de arte.


Texto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas

Fotos: A.C.Oliveira/CMC

Publicada em 29/04/2009 19h32