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  • 2009
  • Ausência de fiscalização e falta de consciência criam embate entre bares e vizinhos

Ausência de fiscalização e falta de consciência criam embate entre bares e vizinhos

Fatores são entrave na busca para amenizar da poluição sonora
Ausência de fiscalização e falta de consciência criam embate entre bares e vizinhos

vereadores e convidados

A falta de fiscalização por parte do poder público e de conscientização dos consumidores foram apontados como principal problema enfrentado pelos donos de bares e vizinhos de estabelecimentos que oferecem diversão noturna em Campinas.

Entre as autoridades e representantes do setor que estiveram nesta terça-feira na reunião da Comissão de Estudos da Poluição Sonora, presidida pelo vereador Thiago Ferrari (PMDB) houve um consenso de que o barulho é o grande causador de confronto entre comerciantes e moradores nas mais diversas regiões da cidade.

De acordo com o presidente da Associação de Bares e Restaurantes de Campinas (ABRESC) Wendel Alves da Silva é de interesse dos comerciantes trabalhar de acordo com a legislação, mas a falta de resposta do Departamento de Urbanismo da Prefeitura acaba fazendo com que parte do setor trabalhe irregularmente.

Ele atribuiu essa dificuldade ao crescimento desordenado da cidade e defendeu o setor afirmando que a maioria das reclamações refere-se ao trânsito e à falta de educação dos consumidores nas ruas dos bairros com maior concentração de bares noturnos.”Temos a reclamação do motorista que estaciona em frente ao portão das casas, das pessoas que urinam na rua, daqueles que transitam com o som do carro muito alto, mas nem todo o barulho é diretamente gerado pelo estabelecimento”, afirmou.

Maria Luiza Buffo, representante do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) do Jardim Campos Elíseos, que congrega 42 bairros, disse que a população resolveu o embate que havia entre os moradores e os donos de quiosques e trailers que funcionam em área pública com muito diálogo. “Quanto mais existir esse intercâmbio entre a comunidade e os comerciantes melhor será o sucesso”, disse.

Atualmente os moradores daquela região enfrentam um outro problema referente à poluição sonora. As aulas de direção de moto em área pública autorizadas pela prefeitura, na região do Tancredão, ao lado de creche, escola e posto de saúde. “É um horror alguém ser atendido pelo médico com aquele barulho estrondoso o dia todo num local que deveria oferecer bem estar à população, sem contar que antes fazíamos ginástica ali”, reclamou Maria Luiza.

O presidente da Associação dos Moradores da Avenida Heitor Penteado, no Taquaral, disse que a entidade conseguiu na justiça o fim das aulas de direção que ocorriam no Portão 5 do Parque Portugal, após várias tentativas frustradas com a prefeitura e que os moradores do Campos Elíseos poderiam seguir pelo mesmo caminho.

Especialistas em ruídos apontaram que, além da perda auditiva, a poluição sonora causa problemas de saúde como estresse e hipertensão. “A poluição sonora é a terceira causa de problemas de saúde da população, ficando apenas atrás das poluição do ar e das águas”, comentou Mariene Terume Imeoka Hidaka, fonoaudióloga da Puc-Campinas.

O relator da comissão, o vereador Autur Orsi (PSDB) deixou claro que a comissão fará um estudo de todos os setores causadores de ruídos, mas que não poderá interferir em algumas questões, pois a partir da conclusão dos trabalhos, ela apenas sugere algumas ações ao Executivo. “Não compete a esta comissão cobrar do Departamento de Urbanismo a emissão de alvarás aos bares, por exemplo”, falou.

O presidente da CEE, vereador Thiago Ferrari acredita que tanto os bares e estabelecimentos noturnos quanto os moradores do entorno desses locais são as principais vítimas da poluição sonora. “Por isso vamos chamar o secretário do Departamento de Urbanismo para saber onde está a dificuldade para a fiscalização e emissão dos alvarás, pois hoje não tivemos essa oportunidade”, salientou.

De acordo com Ferrari, a comissão ouvirá outros setores que causam poluição sonora e analisará as leis existentes sobre o assunto para apontar de que forma o problema pode ser solucionado em Campinas.


Texto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas

Foto: A.C. Oliveira/CMC




Publicada em 14/04/2009 21h53