Lei dos Condomínios gera polêmica
“A taxação vai inviabilizar esses condomínios. Se formos levar fazer as conta um condomínio de 100 mil m2, por exemplo, vamos achar um número astronômico. Trata-se de um valor insuportável para qualquer condomínio, mesmo os voltados para as classes mais altas”, reclama.
O vereador Thiago Ferrari (PMDB) lembrou que o projeto ainda não chegou para análise da Câmara e, portanto, tudo o que se falar agora é “especulação”. Mas ele argumentou que a Prefeitura está apenas tentando se adequar a uma determinação do Ministério Público (MP). Segundo ele, as áreas públicas instaladas em condomínios fechados não podem ser deixadas sob a tutela de particulares. “Por mais que a população tome conta, trata-se de áreas institucionais, que não podem ser particularizadas, por maior que seja o condomínio”, justificou Ferrari.
O vereador Sebá Torres (PSB), diz que a cobrança do preço público pode ser considerado bitributação, já que os condôminos contribuem com taxas que incluem a conservação das áreas públicas comuns. “Os condomínios tem áreas que são franqueadas ao público,. E elas (essas áreas) continuam sendo públicas. Acho até que essa cobrança seja até inconstitucional”, disse.
Segundo ele, a proposta tem um outro problema. “A lei tem caráter retroativo, e abrange, inclusive, aquelas pessoas que estão regularizadas desde a Lei de 1996. Da forma como está, (a lei) vai prejudicar muitas famílias”, prevê Sebá.
Não há prazo definido para que a matéria seja encaminhada para a Câmara.
Texto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal
Foto: A.C. Oliveira/ CMC
