Liminar freia reajuste de tarifa de água
Orsi mostrou na ação que o histórico tarifário da empresa mudou a partir de 2005, quando houve a transição de governo – de Izalene Tiene para Hélio de Oliveira Santos. Segundo o levantamento por ele apresentado à Justiça, nos primeiros quatro anos de governo Hélio, houve reajustes de quase 100%. “Em 2005, na categoria consumo de 25 metros cúbicos o reajuste chegou a 43%. Na de 10 metros cúbicos foi de 32%”, disse.
“No ano seguinte, a inflação foi de 4% e o reajuste da Sanasa chegou a 8%. Em 2007, com inflação de 5%, a Sanasa aplicou reajuste de 8% à tarifa. Só em 2008 – ano eleitoral – a Prefeitura decidiu aplicar o índice do INPC, que foi de 6,6%, mas este ano, passado o período eleitoral, o reajuste quase bateu na casa dos 12%”, afirmou o vereador.
Na ação, Orsi ainda comparou os preços da
Sanasa com empresas similares em outras cidades e, segundo ele, os
preços praticados em Campinas são sempre superiores.
O vereador Thiago Ferrari (PMDB) saiu em defesa
da Sanasa. Disse que os preços são definidos pela qualidade dos
serviços e pelos investimentos que a empresa vem fazendo tanto na
construção de novas unidades quanto no processo de tratamento da
água e do esgoto. “Eu só queria o que o Senhor (dirigindo-se a
Orsi) fosse tão rigoroso com as tarifas quando falamos de pedágio,
vereador”, ironizou Ferrari, numa referência ao programa estadual
de concessão feito pelo PSDB. “Hoje em São Paulo, é mais barato
viajar de avião que de carro”,acrescentou. “E neste caso é até
pior, porque o dinheiro do pedágio vai para a iniciativa privada”,
concluiu.
O vereador Jorge Schneider (PTB) criticou o governo do estado e disse
que os altos custos para tratamento da água e do esgoto se devem,
em grande parte, aos elevados preços cobrados pela energia elétrica,
que também foi entregue para exploração de empresas privadas. “A
eletricidade teve quase 20% de aumento”, lembrou o petebista.
Texto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal
Foto: A.C. Oliveira/CMC
