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  • 2009
  • Macrozona 5 vai exigir ampliação de perímetro urbano

Macrozona 5 vai exigir ampliação de perímetro urbano

Macrozona 5 vai exigir ampliação de perímetro urbano

Paulo Sérgio Garcia (esq.), Alair e Yabiku

A implantação do Plano Local de Gestão (PLG) da Macrozona 5 vai exigir uma intervenção radical nas regiões do Campo Grande, Ouro Verde e Distrito Industrial, e em áreas próximas às rodovias Bandeirantes e Santos Dumont; do Complexo Delta e do Rio Capivari.

De acordo com o plano apresentado nesta quinta-feira (16/04) na Câmara Municipal, pelos secretários de Planejamento Alair Godoy e Meio Ambiente, Paulo Sérgio Garcia de Oliveira, será necessária a ampliação do perímetro urbano de Campinas em 3,5 milhões de metros quadrados – o equivalente a 0,8% do perímetro existente hoje. Deste total, 700 mil metros quadrados serão reservados para um parque público a ser aberto na Fazenda Acácias, numa região contornada por bairros como Satélite Iris IV, Jardim Rossin, Santa Rosa e Parque Valença. Essa área é semelhante do Parque do Ibirapuera, em São Paulo, explicou o secretário.

O plano prevê ainda alterações profundas no sistema de uso e ocupação de solo - com a redefinição de zoneamento - e no sistema viário, com a construção de marginais, interligações ou transposições em pontos definidos da Avenida John Boyd Dunlop, da linha férrea, Córrego Piçarrão, entorno do Complexo Delta e Rodovia dos Bandeirantes.

A Macronoza 5 é o primeiro dos nove Planos Locais de Gestão que deverão ser elaborados pela Prefeitura até 2010. Foi escolhido para ser o primeiro por se tratar de uma área de requalificação prioritária. Está localizada na região sudoeste da cidade e ocupa 92 km quadrados, o equivalente a 12% da área total do município. De acordo com os técnicos, trata-se de uma região ambientalmente frágil e intensamente degradada. Tem ocupação desordenada, com grandes vazios urbanos e ausência de infra-estrutura e equipamentos públicos.

Com um sistema viário que conta com apenas dois corredores – John Boyd Dunlop (que leva ao Campo Grande) e Av. Ruy Rodrigues (que leva ao Ouro Verde) a região é marcada pela escassez de ligações perimetrais, dificultando a ligação entre os bairros e deles com o Centro da cidade.

Por tudo isso, a intervenção no trânsito será grande. Haverá a implantação de vias marginais na Dunlop, Rodovia dos Bandeirantes, no Córrego Piçarrão, na linha férrea (Ferrovia Paulínia-Mairinque), Gasoduto Bolívia-Brasil e nas áreas envoltórias do Complexo Delta. Interligações com a Dunlop, além de transposições para ligar as regiões do Ouro Verde e Campo Grande, com a futura marginal do Rio Capivari, com a Avenida Deputado Luiz Eduardo Magalhães.

“Com isso essa população passa a ter maior acessibilidade que é um desejo antigo e uma necessidade para toda essa região da cidade”, disse o secretário. Segundo ele, o aumento da área do perímetro urbano será feito por meio de decreto.

O vereador Artur Orsi (PSDB) criticou pontos do projeto. Segundo ele, existem 38 locais em que o zoneamento pode ser diferente entre si, num procedimento que, de acordo com ele, pode provocar distorções. O vereador Francisco Sellin (PDT) disse que o projeto precisa ser aprovado o mais rápido possível pela Câmara. “Campinas mudou de duas décadas para cá e precisa se adequar a essa nova realidade. Esse plano pensa a cidade para as próximas décadas e precisa ser aprovado logo”, afirmou.

O vereador Luis Yabiku (PDT), que presidiu a audiência, disse que o projeto deverá ser submetido a pelo menos mais uma audiência pública antes de ser votado em segunda discussão pela Câmara. O prazo para a votação ainda não está definido.


Texto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas

Fotos: A.C. Oliveira/CMC

Publicada em 16/04/2009 18h39