Especialista da USP ensina como tratar lixo eletrônico
A diretora do Centro de Computação Eletrônica, da Universidade Estadual de São Paulo (USP), Tereza Cristina Carvalho, apresentou na tarde de terça-feira (23/06) o primeiro modelo de compactação do lixo eletrônico a ser implantado no Brasil. O projeto foi apresentado aos integrantes da Comissão Especial de Estudos (CEE) que debate a coleta de lixo em Campinas.
Somente no ano passado foram gerados no Brasil 149,2 mil toneladas de resíduos sólidos ou os chamados lixo eletrônico. 54% desta produção no país é produzida na região Sudeste, seguida do Nordeste e Sul do país. Ainda de acordo com os números, diariamente são deixadas de coletar 20 mil toneladas.
Desenvolvido pela USP, o projeto promete solucionar grande parte da destinação do lixo eletrônico produzido no país, por meio de um investimento que custou R$ 200 mil. Segundo Tereza a expectativa é implantar o projeto ainda esse ano. A implementação será em três etapas.
A primeira pretende reciclar somente os computadores da USP. A proposta é recolher algumas peças serão reaproveitadas em outras máquinas e as que não servirem serão encaminhadas para uma outra destinação. Em uma segunda fase serão recolhidos os computadores de funcionários que estão obsoletos e numa outra oportunidade o benefício será estendido a comunidade.
A usina de reciclagem eletrônica da USP chamou a intenção do engenheiro ambiental Plínio Escher Júnior, que participou da reunião como representante da secretaria municipal de Meio Ambiente. “Vou levar essa proposta à Secretaria para avaliar a possibilidade de a usina ser implantada na cidade”, disse. Escher Júnior lembrou que a cidade tem o Operação Cata-treco em que um caminhão da Prefeitura passa nos bairros fazendo a recolha dos lixos eletrônicos e quinquilharias.
Para o vereador e presidente da Comissão de Estudos, Luís Yabiku este tipo de debate é importante para que a cidade tenha conhecimento da situação e possa criar leis de enfrentamento do problema.
Uma normativa da União Européia (UE) afirma que os municípios são os responsáveis pela produção de lixo da população desde que ela não ultrapasse quatro quilos por pessoa. No estado de São Paulo, um projeto de lei sonte o assunto aguarda a sanção do governador José Serra (PSDB).
Texto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas
Fotos: A.C.Oliveira/C.M.C
