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  • 2009
  • Obras do túnel de acesso ao terminal começam em agosto

Obras do túnel de acesso ao terminal começam em agosto

Emdec e EMTU também discutiram o Bilhete Único
Obras do túnel de acesso ao terminal começam em agosto

Túnel de acesso ao Terminal Metropolitano

As obras do acesso ao Terminal Metropolitano começam na primeira quinzena de agosto e serão entregues até o começo de dezembro deste ano, segundo anúncio feito nesta terça-feira (30/06) pela Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), em debate público realizado na Câmara de Vereadores, que também discutiu a criação do Bilhete Único Metropolitano. De acordo com Ivan Metran Whately, gerente da EMTU, até o final deste mês o contrato será firmado, quando a empresa que ganhar a licitação deve entregar um plano de obras. Tofer Engenharia e DP Barros Arquitetura disputam o contrato. A passagem deve ser entregue em dezembro.

Pesquisa elaborada pela autarquia aponta que 17% dos usuários do Terminal usariam hoje a saída que será construída, ligando com a rua Dr. Ricardo. O levantamento aponta que hoje 45% utilizam o caminho em direção à Estação Cultura. Atualmente, cerca de 30 mil pessoas circulam pelo Terminal, que recebe ônibus vindos de Hortolândia. Quando Sumaré for integrada ao equipamento, o número de usuários deve dobrar, segundo os técnicos da EMTU.  Em sua capacidade total, o Terminal integrará ônibus de todas as 19 cidades da Região Metropolitana de Campinas.

O custo das obras da passagem de pedestre, que passará por baixo da avenida Lix da Cunha, em nível com a Dr. Ricardo, está estimado em R$ 1,6 milhão. A passagem terá cerca de 8 metros de largura e 30 metros de comprimento. A realização desta obra é uma conquista do movimento popular, encabeçado pela “Comissão pelas Melhorias no Transporte e Trânsito na Região Metropolitana de Campinas”, liderada pelo Idesc, presidido por Flávio Costa. Benassi, que promoveu o debate público, participa da Comissão, que é formada por mandatos de vereadores e deputados da região, conselhos, associações de bairros e comerciantes. O movimento fez um abaixo-assinado com cerca de 40 mil assinaturas e atos em algumas cidades da RMC reivindicando a obra, que a EMTU dizia não ser de sua responsabilidade e a Emdec afirmava que fazia parte do contrato.

“Tudo está dando certo como o movimento reivindica. Abrimos um canal de diálogo com a EMTU e temos tido uma relação construtiva com relação ao atendimento das demandas relacionadas ao Terminal e também quanto ao Bilhete Único Metropolitano”, afirma Benassi.

Bilhete Único
A criação do Bilhete Único Metropolitano é uma necessidade urgente que o movimento popular reivindica desde o início. A pesquisa da EMTU apontou que 38% dos usuários vindos de outras cidades tomam outro ônibus ainda dentro do Terminal, ou seja, fazem um tipo de integração  bastante onerosa para o seu orçamento porque pagam uma nova passagem no valor normal.

Apesar dos representantes da EMTU afirmarem que os editais de concessão do Sistema de  Arrecadação Centralizado (SAC) e o de exploração do transporte metropolitano estão praticamente prontos para a publicação, o debate de terça-feira mostrou que o conteúdo não é de conhecimento das principais cidades  interessadas, como Campinas, Hortolândia e Sumaré. Benassi solicitou uma reunião técnica dos municípios da RMC interessados e a EMTU para discussão dos termos dos editais, o que foi aceito pelos representantes da atuarquia.

O Bilhete Único Metropolitano depende da integração física, tecnológica e tarifária das permissionárias. “Podemos dividir a questão em três pontos: a aprovação da concessão, contando o diálogo que deve acontecer entre as 19 cidades; a integração dessas tarifas; e finalmente o Bilhete Único”, afirmou Benassi. O vereador afirmou ainda que a estrutura física para a integração está pronta. De acordo com o técnico da EMTU, João Paulo Rodrigues, “ é preciso observar algumas premissas para a integração e a principal delas é não onerar o usuário com os custos dessa unificação”.

Foi discutido ainda a criação de um Conselho Metropolitano de Transporte e Trânsito para, primeiramente, acompanhar as negociações e as obras do túnel de acesso ao Terminal Metropolitano e atuar como órgão deliberativo e consultivo nestes temas. Para Benassi, apesar da existência da Agência Metropolitana de Campinas (Agemcamp) - que tem por finalidade integrar a organização, o planejamento e a execução das funções públicas de interesse comum na Região Metropolitana de Campinas - o movimento popular não tem participação efetiva, por isso não atende a sua necessidade.

“Precisamos criar um conselho metropolitano para disponibilizar o apoio popular já que estamos enfrentando um conflito de interesses”, disse Benassi. A afirmação também surgiu por parte do vereador Josias Lech (PT). “Não podemos pensar que sozinhos a Emdec e a EMTU vão vencer essa briga. O conflito de interesses precisa de apoio popular para que todos sejam beneficiados”, disse.

Participaram da reunião o presidente do Idesc, Flávio Costa; a vereadora do PT de Hortolândia, Teresinha Corrêa Prataviera; Thesin, representando a Emdec; o assessor da presidência da EMTU, Coronel Wilton Isipon; o vereador Sebá Torres (PSB), além de outros convidados.


Texto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas

Foto: A.C. Oliveira/CMC


Publicada em 30/06/2009 13h09