Obras do túnel de acesso ao terminal começam em agosto
As obras do acesso ao Terminal Metropolitano começam na primeira quinzena de agosto e serão entregues até o começo de dezembro deste ano, segundo anúncio feito nesta terça-feira (30/06) pela Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), em debate público realizado na Câmara de Vereadores, que também discutiu a criação do Bilhete Único Metropolitano. De acordo com Ivan Metran Whately, gerente da EMTU, até o final deste mês o contrato será firmado, quando a empresa que ganhar a licitação deve entregar um plano de obras. Tofer Engenharia e DP Barros Arquitetura disputam o contrato. A passagem deve ser entregue em dezembro.
Pesquisa elaborada pela autarquia aponta que 17% dos usuários do Terminal usariam hoje a saída que será construída, ligando com a rua Dr. Ricardo. O levantamento aponta que hoje 45% utilizam o caminho em direção à Estação Cultura. Atualmente, cerca de 30 mil pessoas circulam pelo Terminal, que recebe ônibus vindos de Hortolândia. Quando Sumaré for integrada ao equipamento, o número de usuários deve dobrar, segundo os técnicos da EMTU. Em sua capacidade total, o Terminal integrará ônibus de todas as 19 cidades da Região Metropolitana de Campinas.
O custo das obras da passagem de pedestre, que passará por baixo da avenida Lix da Cunha, em nível com a Dr. Ricardo, está estimado em R$ 1,6 milhão. A passagem terá cerca de 8 metros de largura e 30 metros de comprimento. A realização desta obra é uma conquista do movimento popular, encabeçado pela “Comissão pelas Melhorias no Transporte e Trânsito na Região Metropolitana de Campinas”, liderada pelo Idesc, presidido por Flávio Costa. Benassi, que promoveu o debate público, participa da Comissão, que é formada por mandatos de vereadores e deputados da região, conselhos, associações de bairros e comerciantes. O movimento fez um abaixo-assinado com cerca de 40 mil assinaturas e atos em algumas cidades da RMC reivindicando a obra, que a EMTU dizia não ser de sua responsabilidade e a Emdec afirmava que fazia parte do contrato.
“Tudo está dando certo como o movimento reivindica. Abrimos um canal de diálogo com a EMTU e temos tido uma relação construtiva com relação ao atendimento das demandas relacionadas ao Terminal e também quanto ao Bilhete Único Metropolitano”, afirma Benassi.
Bilhete Único
A
criação do Bilhete Único Metropolitano é
uma necessidade urgente que o movimento popular reivindica desde o
início. A pesquisa da EMTU apontou que 38% dos usuários
vindos de outras cidades tomam outro ônibus ainda dentro do
Terminal, ou seja, fazem um tipo de integração
bastante onerosa para o seu orçamento porque pagam uma nova
passagem no valor normal.
Apesar dos representantes da EMTU afirmarem que os editais de concessão do Sistema de Arrecadação Centralizado (SAC) e o de exploração do transporte metropolitano estão praticamente prontos para a publicação, o debate de terça-feira mostrou que o conteúdo não é de conhecimento das principais cidades interessadas, como Campinas, Hortolândia e Sumaré. Benassi solicitou uma reunião técnica dos municípios da RMC interessados e a EMTU para discussão dos termos dos editais, o que foi aceito pelos representantes da atuarquia.
O Bilhete Único Metropolitano depende da integração física, tecnológica e tarifária das permissionárias. “Podemos dividir a questão em três pontos: a aprovação da concessão, contando o diálogo que deve acontecer entre as 19 cidades; a integração dessas tarifas; e finalmente o Bilhete Único”, afirmou Benassi. O vereador afirmou ainda que a estrutura física para a integração está pronta. De acordo com o técnico da EMTU, João Paulo Rodrigues, “ é preciso observar algumas premissas para a integração e a principal delas é não onerar o usuário com os custos dessa unificação”.
Foi discutido ainda a criação de um Conselho Metropolitano de Transporte e Trânsito para, primeiramente, acompanhar as negociações e as obras do túnel de acesso ao Terminal Metropolitano e atuar como órgão deliberativo e consultivo nestes temas. Para Benassi, apesar da existência da Agência Metropolitana de Campinas (Agemcamp) - que tem por finalidade integrar a organização, o planejamento e a execução das funções públicas de interesse comum na Região Metropolitana de Campinas - o movimento popular não tem participação efetiva, por isso não atende a sua necessidade.
“Precisamos criar um conselho metropolitano para disponibilizar o apoio popular já que estamos enfrentando um conflito de interesses”, disse Benassi. A afirmação também surgiu por parte do vereador Josias Lech (PT). “Não podemos pensar que sozinhos a Emdec e a EMTU vão vencer essa briga. O conflito de interesses precisa de apoio popular para que todos sejam beneficiados”, disse.
Participaram da reunião o presidente do Idesc, Flávio Costa; a vereadora do PT de Hortolândia, Teresinha Corrêa Prataviera; Thesin, representando a Emdec; o assessor da presidência da EMTU, Coronel Wilton Isipon; o vereador Sebá Torres (PSB), além de outros convidados.
Texto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas
Foto: A.C. Oliveira/CMC
