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  • 2009
  • Pesquisador defende plantio de seringueira

Pesquisador defende plantio de seringueira

Pesquisador defende plantio de seringueira

Paulo Gonçalves (esq.) e Zé do Gelo

O Brasil, que tem a maior quantidade de floresta nativa de seringueira na região da Amazônia, é um dos países que menos produz a espécie para comercialização. “Isso aconteceu porque não se levou em consideração que com o desmatamento da floresta os seringais seriam atacados com uma doença que atinge as plantações”, conta o pesquisador do Instituto Agronômico de Campinas (IAC) Paulo de Souza Gonçalves.

Ele esteve nesta segunda-feira (21/09) a convite do vereador Zé do Gelo (PV) para falar sobre a importância da seringueira para a comercialização e reflorestamento de áreas degradadas.

Atualmente a Ásia é o continente que mais tem plantações da espécie onde a Tailândia aparece em primeiro lugar, seguida pela Indonésia e Malásia. O Brasil responde apenas por 1,18% da produção. Aqui o estado de São Paulo aparece como maior produtor, o que corresponde a 55% das plantações. “A região de Araraquara é a maior produtora, mas a produção nacional é bem inferior ao látex consumido no país, que equivale a 3,68%”, diz Gonçalves.

Para ele,  o governo deveria incentivar a produção através de financiamentos, “A planta demora, em média, sete anos para crescer e ficar pronta para a retirada do látex e pode ser explorada por 40 anos. Assim é um bom negócio para os agricultores”, defende. Além disso, o pesquisador deixou claro que a árvore colabora com o meio ambiente, pois ela sequestra o monóxido de carbono (gás poluente que causa o efeito estufa). “Ela tem uma capacidade enorme manter o ambiente limpo”, relata o especialista.

O vereador Zé do Gelo, que teve um projeto de lei que tratava do plantio de seringueiras na região do Campo Grande e Ouro Verde vetado, disse que a  conversa com o especialista serviu para trazer a matéria de volta à Casa sob uma nova perspectiva. “Com essa explicação fica evidente a importância do plantio da seringueira em áreas de pouca arborização, contribuindo para a saúde da população e meio ambiente. Por isso farei outro projeto sobre este tema de forma que o Executivo se sensibilize e o plantio dessas árvores se torne uma prática ”, afirma.


Texto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas

Fotos: A.C.Oliveira/CMC

Publicada em 21/09/2009 18h52