Plano prevê áreas exclusivas para receber restos de construção civil
A Prefeitura de Campinas pretende criar pelo menos três áreas, em diferentes regiões da cidade, que serão destinadas exclusivamente para receber os restos de construção civil. Próxima de cada uma das essas áreas de transbordo, haverá uma usina móvel de reciclagem, que será responsável por separar e dar a destinação final as cerca de 3 mil toneladas de restos de construção produzidos diariamente na cidade. O plano foi apresentado na última quarta-feira (10/06), na Câmara Municipal, pelo engenheiro do Departamento de Urbanismo da Prefeitura, Alexandre Gonçalves, durante audiência da Comissão Especial de Estudos (CEE) que trata da situação do lixo em Campinas.
De acordo com o engenheiro, das 3 mil toneladas produzidas por dia na cidade, apenas a metade tem a destinação correta. O restante, diz, vai parar em terrenos baldios, áreas públicas, margens e leitos de rios ou córregos, ou qualquer espaço urbano vazio. O local onde as áreas de transbordo seriam instaladas ainda não foram definidos.
O projeto foi bem recebido pelos caçambeiros. “A nossa principal dificuldade é justamente a destinação desse material”, disse o proprietário de uma empresa de caçambas, Luis Antonio Baú.
Empresários do setor de construção civil também reclamaram da falta de locais para o depósito do lixo e lembraram que está aumentando na cidade o uso de material reciclado.
“As construtoras estão se preparando para isso. Há hoje empresas que colocam caçambas dentro dos empreendimentos e fazem o recolhimento de madeira e ferro, por exemplo”, contou o diretor da construtora GNO, Alfredo Omatti. Muitos desses materiais descartados podem ser usados, por exemplo, no recapeamento de vias.
Para o presidente da Comissão Especial de Estudos, Luís Yabiku (PDT), a Câmara está fazendo o seu papel. “Esse (destinação dos resíduos) é um problema que nós enfrentamos hoje. Em qualquer pracinha há um entulho jogado. Qual é o papel da câmara? Trazer essas discussões à luz e tentar encontrar soluções para esses problemas”, concluiu o vereador.
Texto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas
Foto: A.C.Oliveira/ CMC
