Na Câmara, Polícia Militar anuncia megamobilização
A Polícia Militar prepara para o dia 29 de outubro, o que eles acreditam ser a maior mobilização da categoria. Todas as esferas da corporação devem participar de um ato na Assembléia Legislativa, em pról da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 300, que prevê a equiparação dos salários dos policiais de todo o país com os do Distrito Federal.
Em seguida, os policiais saem em passeata pelas ruas da Capital. A expectativa é reunir mais de 10 mil pessoas. O anúncio do evento foi feito na manhã de ontem, durante uma reunião de vários representantes da categoria, realizada na Câmara de Campinas, e organizada pelo deputado federal Paes de Lira (PTC).
“Não estamos aqui para reivindicar salário e nem criticar a política salarial do Estado e sim lutar por uma causa justa e queremos dar visibilidade a isso”, disse o parlamentar. Para mobilizar os policiais, audiências públicas estão sendo realizadas, reuniões setoriais, em cidades do Estado para orientar e convocar os policiais para o ato público no dia 29 de outubro.
Antes de Campinas, os policiais se reuniram em São José dos Campos. Neste sábado, a audiência será realizada em Sorocaba e na segunda-feira em Ribeirão Preto e Franca. No encontro de Campinas, participaram cerca de 100 policiais ativos e inativos. De acordo com a PEC, os policiais dos estados não poderão receber salários inferiores à da Polícia Militar do Distrito Federal.
A regra se aplicaria também aos integrantes do Corpo de Bombeiros e aos trabalhadores inativos. Chamada de PEC 300 por ser a proposta de alteração da constituição nº 300 - o projeto já passou pela Comissão Especial de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara Federal.
Atualmente um soldado da PM em início de carreira em São Paulo recebe pouco mais de R$ 2 mil de salário. Esse mesmo soldado em Mato Grosso tem salário de pouco mais de R$ 1 mil. Já no Distrito Federal (DF) um policial recém-formado possui renda superior a R$ 4 mil.
“Essa PEC fará justiça com todos os policiais do Brasil. O risco de morte na nossa profissão é o mesmo em qualquer estado brasileiro. E se estamos lutando por isso é porque sabemos que o Governo tem condições de pagar esse salário. O que eles vão gastar com as Olímpiadas é o suficiente para pagar os nossos salários durante 10 anos e isso com o aumento”, disse Wilson Oliveira Moraes, presidente da Associação de Cabos e Soldados da Policia Militar do Estado de São Paulo.
Texto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas
Fotos: A.C.Oliveira/CMC
