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  • 2009
  • Presidente da SMCC quer exame nacional para médicos

Presidente da SMCC quer exame nacional para médicos

Presidente da SMCC quer exame nacional para médicos

Denise Barbosa, Aurélio e Cármino

A Câmara Municipal atendeu a uma iniciativa do vereador Arly de Lara Romêo (PSB) e reservou a primeira parte da reunião ordinária desta segunda-feira (19/10) para lembrar o Dia do Médico – comemorado anualmente no dia 18 de outubro. Convidada pelo vereador, a presidente da Sociedade de Medicina e Cirurgia de Campinas (SMCC), Denise Barbosa mostrou preocupação com a qualidade da formação dos médicos e defendeu a aplicação do exame nacional do Conselho Regional de Medicina (CRM). “Queremos que o exame seja obrigatório em todo o País”, disse ela. Hoje, o exame do conselho é voluntário, não tem caráter punitivo e a reprovação não impede o exercício da medicina. A presidente disse ainda que é preciso maior controle sobre a qualidade das escolas de medicina. “Hoje sabemos que muitas escolas não cumprem a função de formar adequadamente o profissional e defendemos que essas instituições sejam fechadas”, afirmou ela.

Denise Barbosa lembrou que a SMC é a terceira entidade médica mais antiga do País e hoje tem como uma das principais orientações buscar uma aproximação maior com a comunidade. “A Sociedade tem 42 departamentos científicos e mantemos encontros regulares em que cada departamento tem encontros com a comunidade para trabalhar a prevenção”, afirmou.

smcc1O médico e professor do Hemocentro da Unicamp, Cármino Antonio Souza, que também foi convidado por Arly, disse que o Brasil parece estar destinado a ser um eterno importador de hemoderivados. Ele criticou a instalação da primeira fábrica de hemoderivados em Pernambuco, pois diz que a localização impede que a fábrica seja melhor aproveitada. Hoje o Brasil importa 90% dos derivados de sangue usados no atendimento a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).

Ele pediu ajuda para a construção na Unicamp de um hospital exclusivo para atendimento a pacientes hematológicos. Dr. Cármino mostrou a planta do prédio, mas disse que precisa de recursos oficiais para sua construção. “É o projeto de minha aposentadoria”, disse. O especialista lembrou que o Brasil sofre uma carência crônica de doadores de sangue.

MÉDICOS – O médico e vereador Dário Saadi (DEM) disse que havia poucos motivos para comemorar no Dia do Médico. “Hoje a profissão perdeu a aura glamourosa de tempos atrás. A tabela de honorários pagos pelos convênios têm como base o ano de 1996. Em alguns, a base é de 92”, reclamou. “O medico hoje vive mal, com dificuldades muito grandes com a falta de estrutura das instituições e submetido a uma exaustiva carga de trabalho”, afirmou.


Texto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal

Foto: A.C. Oliveira/CMC

Publicada em 19/10/2009 20h20