Programa de Aids rebate acusações de Petterson Prado
Em nota oficial, a assessoria de imprensa do Programa Municipal DST/Aids negou que esteja em curso um processo de desaparecimento de documentos para evitar que fossem apuradas as denúncias de irregularidades no sistema, como afirmou o vereador Petterson Prado (PPS). De acordo com a assessoria, os documentos referentes ao programa são públicos e qualquer cidadão pode ter acesso a eles. O programa diz que nunca chegou a divulgar episódios de incêndio ou inundação, como afirmou o vereador e nega a existência de irregularidades no programa.
Há aproximadamente duas semanas, Petterson Prado foi à tribuna e disse que documentos estavam sendo destruídos com o intuito de dificultar a realização de provas. Ele disse ainda que chegou a comunicar esse fato ao Ministério Público.
Em fevereiro, uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) foi aberta na Câmara de Vereadores para tratar do assunto, e em março, o programa começou a ser investigado pela Polícia Federal. A abertura do inquérito policial foi pedida pelo procurador do Ministério Público Federal, Marcus Vinicius Viveiros Dias, repetindo um processo semelhante que já está em andamento no Ministério Público Estadual. As investigações têm como base uma denúncia de Petterson Prado, segundo o qual, a diretoria da Organização Não-Governamental Ação Artística para o Desenvolvimento Comunitário (Acadec) não conseguiu comprovar vários de seus gastos. A ONG é parceira da Prefeitura no Programa e , segundo o vereador, só em 2007 recebeu perto de R$2,6 milhões em repasses federais e municipais.
Veja nota oficial da Assessoria de Imprensa do Programa Municipal de DST/Aids:
1 – Sobre a
afirmação: “Petterson Prado diz que entidades desapareceram com
documentos do programa de Aids”, a Secretaria de Saúde informa que
trata-se apenas de acusação no nível de opinião do referido
vereador e que desconhece-se a quais “entidades” o mesmo se
refere, visto que somente o conveniente (a Prefeitura Municipal de
Campinas) e/ou o conveniado (instituições conveniadas no âmbito da
Prefeitura) têm acesso a documentações conveniais. Os documentos
do Programa Municipal de DST/Aids de Campinas são públicos e podem
ser acessados por qualquer cidadão;
2 – Sobre
o trecho: “Autor de denúncias de irregularidades no Programa
Municipal de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) e Aids, o
vereador Petterson Prado (PPS) disse na reunião ordinária
desta quarta-feira da Câmara de Vereadores de Campinas, que
documentos estão sendo inutilizados de forma proposital, justamente
para evitar a comprovação dos desvios”, a Secretaria de Saúde de
Campinas informa que são denúncias de supostas irregularidades que
a Prefeitura de Campinas desconhece a suposta inutilização de
documentos, conforme aventadas pelo vereador, bem como desconhece
suas acusações de desvios”.
3 – Sobre a
frase: “Segundo ele, entidades envolvidas no programa chegaram a
divulgar episódios de incêndio e inundação para justificar o
desaparecimento de papéis que poderiam ser importantes no processo
de investigação. Para o vereador, o procedimento indica queima de
arquivo.”, a Secretaria de Saúde reafirma que tais afirmações
configuram a opinião do vereador e que esta instituição desconhece
o que o mesmo chama de “queima de arquivo” e que nenhuma
divulgação de episódios catastróficos como “incêndios e
inundações” partiu da Secretaria Municipal de Saúde;
4
– Sobre o trecho: “O caso de suspeitas de irregularidades no
programa se transformou em tema de uma Comissão Especial de
Inquérito (CEI) na Câmara e há menos de uma semana passou a ser
investigado pela Polícia Federal”, a Secretaria reafirma que as
suspeitas são aventadas pelo referido vereador e nega todas as
acusações feitas pelo mesmo. Esclareça-se que, de acordo com
Câmara Municipal de Campinas a Comissão Especial de Inquérito
(CEI) instalada se deu no contexto de averiguar as condições em que
foi estabelecida a parceria da Prefeitura de Campinas com a Acadec.
Em nenhuma ocasião foram levantadas suspeitas de irregularidades no
PMDST/Aids pelos componentes da CEI;
5 – E por
último, sobre as afirmações: “As investigações têm como base
uma denúncia segundo a qual , a diretoria da Organização
Não-Governamental Ação Artística para o Desenvolvimento
Comunitário (Acadec) não conseguiu comprovar vários de seus
gastos. A ONG é parceira da Prefeitura no Programa e só em 2007,
recebeu perto de R$ 2,6 milhões em repasses federais e municipais.”,
a Secretaria Municipal de Saúde informa que a referida ONG prestou
contas, foi fiscalizada e auditada pelos órgãos oficiais públicos
competentes.
Texto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas
