Cozinhas poderão ser monitoradas
Começa a tramitar na Câmara Municipal um projeto, de autoria do vereadores Zé do Gelo (PV) e Élcio Batista (PSB), que prevê a instalação de câmeras de monitoramento nas cozinhas de restaurantes e lanchonetes para que o cliente possa fiscalizar as condições de higiene do local enquanto aguardam o atendimento.
De acordo com o projeto, a câmera deverá ser posicionada de forma que possibilite uma visão ampla do local e de todas as ações desenvolvidas nela. Já o monitor de vídeo, terá que ser colocado em lugar de fácil acesso visual, de preferência, próximo ao caixa. Se for verificada alguma irregularidade, deverá ser comunicada ao proprietário do estabelecimento, mas se o problema não for solucionado, será necessária a intervenção da Vigilância Sanitária.
A lei ainda determina que para receber o alvará de funcionamento os novos estabelecimentos deverão atender a essa medida. E os já existentes terão o prazo de 180 dias para se adaptar a nova legislação. O proprietário que não instalar as câmeras estarão sujeitos a receber notificação, advertência, multa de 1 mil Unidades Fiscais de Campinas (UFIC's) - o equivalente a R$ 2 mil reais - e até cassação do alvará.
“Apesar de existir uma legislação que permite a entrada de clientes nas cozinhas dos restaurantes, o projeto é necessário, ainda mais em um período que estamos expostos a várias epidemias”, explicou o vereador Zé do Gelo. O parlamentar e Élcio Batista ainda têm uma lei aprovada pelo Legislativo, que segue essa mesma linha, a qual obriga os funcionários desses tipos de estabelecimentos a usarem máscaras.
Zé do Gelo afirma que apesar do gasto, o proprietário do estabelecimento vai lucrar com o aumento no número de clientes, ao garantir a qualidade dos alimentos servidos. “O comerciante pode pensar, em um primeiro momento, que está perdendo, mas ele deve entender por um outro lado, que a clientela vai aumentar no estabelecimento, ao observar a qualidade do serviço oferecido. Sem contar que ele (proprietário) teria também um meio de controlar o andamento da cozinha, a quantidade de perda de alimento e o horário dos funcionários. Em curto prazo o dinheiro que ele gastou para instalar o aparelho seria reposto. Então seria bom, não só para o cliente, mas também para o comerciante”.
O projeto que está sendo analisado pelas Comissões Permanentes da Câmara, ainda passará por duas votações na Casa, para então ser encaminhado a sanção do prefeito.
Texto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas
Foto: A.C. Oliveira/ CMC
