Comissão discute situação de aterros em Campinas
A preocupação com o tempo de vida útil do Aterro Delta A ficou clara na primeira reunião da CEE do Sistema de Coleta de Lixo no Município e a Situação dos Aterros Sanitários em Campinas, presidida pelo vereador Luis Yabiku (PDT).
O secretário municipal de Serviços Públicos Flávio Augusto Ferrari de Senço garante que a Prefeitura está dentro do prazo para que se cumpra todos os requisitos do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com a Cetesb para resolver o problema dos aterros de Campinas. De acordo com ele será encaminhado à Cetesb uma proposta de aumentar a capacidade do Delta A de 630 metros para 640 metros.
Apesar da desapropriação da nova área esteja sendo questionada na justiça pelo proprietário, a Prefeitura quer o estudo de viabilidade para construção do Delta B seja feito o quanto antes. “Acreditamos que enquanto utilizamos o Delta A com uma capacidade maior conseguiremos obter o licenciamento para o Delta B.”, afirma
O relator da CEE, vereador Artur Orsi (PSDB), se diz pessimista quanto aos prazos, “Eu não acredito que a Prefeitura vai conseguir prolongar o tempo do Delta A e ao mesmo tempo conseguir o licenciamento do Delta B, pois ainda faltam estudos técnicos para que isso aconteça”, comenta.
O gerente da Tecam, empresa responsável pela coleta e depósito de lixo na cidade, Clóvis Antonio Franco de Almeida garantiu que faltam apenas as análises de risco dos aterros Pirelli e Santa Bárbara, que no passado foram utilizados de forma desorganizada, para que as exigências da Cetesb sejam cumpridas. “Nosso contrato é usar o Delta A e monitorar os outros para, posteriormente, propor medidas remediatórias para eles.”
O engenheiro do Departamento de Limpeza Urbana da Prefeitura de Campinas, Alexandre Gonçalves, afirmou que o novo aterro terá a mesma capacidade do atual, mas terá vida útil triplicada devido ao tratamento que será dado ao lixo. “Teremos uma usina de tratamento para resíduos que depois serão depositados no solo.” Além disso, o Delta B deverá contar com uma usina que fará o processamento do gás metano produzido pelo lixo.
O presidente da Comissão afirma que o próximo passo será ouvir técnicos da Cetesb sobre os aterros da cidade, “Campinas precisa conhecer tudo que envolve o novo aterro que está sendo estudado e a Câmara tem que ajudar a solucionar o problema que a cidade pode vir a enfrentar que é onde depositar o seu lixo”, afirma.
Também estiveram na reunião os vereadores Luis Henrique Cirillo (PPS) que é membro da CEE do Lixo, Sebá Torres (PSB), Jorge Schneider (PTB), Jairson Canário (PT) e Antonio Francisco - O Politizador (PMN).
Texto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas
Fotos: A.C. Oliveira/CMC
