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  • 2009
  • GM de Valinhos monta equipe exclusiva de "caça" aos pichadores

GM de Valinhos monta equipe exclusiva de "caça" aos pichadores

Quatro dias da semana, agentes trabalham exclusivamente no combate à pichação
GM de Valinhos monta equipe exclusiva de "caça" aos pichadores

Reunião da Comissão de Estudos

A Guarda Municipal de Valinhos, na Região Metropolitana de Campinas (RMC), encontrou uma maneira eficiente de barrar a ação dos pichadores. Durante quatro dias da semana - de quinta a domingo, dias de maior incidência do problema - uma equipe da GM trabalha exclusivamente na caça aos pichadores.

Um estudo realizado pela Prefeitura de Valinhos apontou que esses jovens são em sua maioria menores de idade e agem principalmente durante a noite.

“Essa estratégia tem sido bastante eficaz no combate a pichação”, disse o secretario de Defesa do Cidadão de Valinhos, Ruyrillo Pedro de Magalhães. Depois que esses garotos são flagrados pelos guardas os destino são dois: se maiores de idade são encaminhados para o distrito policial, onde são autuados pelo crime de dano. Sendo menores de idade, os pais são chamados na Prefeitura para tomar conhecimentos do caso.


O Ministério Público de Valinhos também entrou na causa. Segundo Magalhães, os promotores estão sendo mais agéis na aplicação de medidas sócio-educativas como forma de mostrar aos pichadores que seus atos têm consequências. Paralelo as equipes de caça aos pichadores, Valinhos adotou outras medidas. “Criamos um disque-denúncia contra o vandalismo”, acrescentou o secretário municipal.

As medidas adotadas por Valinhos, como forma de acabar com a pichação, foram apresentadas na tarde de ontem, durante a reunião da Comissão de Estudos sobre a Pichação, presidida pelo vereador Antonio Francisco, o Politizador (PMN). No encontro também estiveram presentes o jornalista José Pedro Martins e a antropóloga Regina Márcia Moura Tavares, que também é consultora da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura).

Para Márcia os pichadores apresentam uma série de motivos para justificar os seus atos. Mas um deles, segundo ela, passa pela educação. “Porque picham monumentos históricos? Porque não não há qualquer tipo de identificação com eles. Os jovens não se vêem representados naquelas imagens”, explica. A especialista vai mais adiante. “Grande parte dos campineiros não se vêem representada em espaço algum da cidade”, critica.

O arquiteto Izaac Vaidergorn, que também participou dos trabalhos da comissão de estudos, acredita que para conter a pichação será necessário adotar medidas de curto, médio e longo prazo. “A curto prazo a expectativa seria chamar esses jovens para uma conversar e propor outras alternativas”, disse o arquiteto.


Texto: Assessoria de Imprensa da Câmara de Vereadores de Campinas

Fotos: A.C.Oliveira/CMC


Publicada em 2/06/2009 19h11