Vereador identifica desafios da Saúde
O vereador Dário Saadi (DEM) ocupou a tribuna na reunião desta segunda-feira (24/08) para fazer um balanço do seminário Gestão da Saúde, realizado no final de semana na Prefeitura e disse que o setor precisa encarar dois grandes desafios: brigar pela regulamentação da emenda 29 e rediscutir o papel das organizações sociais no sistema de saúde brasileiro.
Médico de profissão, o vereador disse que a emenda 29 – que define os gastos de cada uma das instâncias de poder - municipal, estadual e federal – precisa ser regulamentada para que o Estado possa ser incluído no sistema. “A regulamentação vai fazer com que o Estado tenha que gastar mais com a saúde”, disse Saadi. Segundo ele, a constituição de 1988 “deixou os estados de fora do circuito, atribuindo tarefas apenas para o governo federal e o municipal”, acrescentou. “Acho que hoje os municípios e a União gastam o suficiente em Saúde. É claro que poderia ser mais, mas estão investindo o que determina a lei. É preciso, portanto, que a esfera estadual entre no sistema para que, assim, se possa oferecer um serviço de qualidade”, avaliou.
O vereador pediu também mudança na gestão porque, segundo ele, “
não adianta nada ter recursos e uma gestão deficiente”. Para
isso, prosseguiu, é preciso reavaliar o papel das organizações
sociais no sistema de saúde do País. Essas organizações fazem a
gestão das unidades de saúde em parceria com os governos federal e
municipal.
“Será que esse modelo é o adequado?”, perguntou o vereador. “No
seminário, a grande maioria dos conselheiros de saúde se mostraram
contrários”, disse. “Para eles (conselheiros) melhor seria a
criação de uma fundação estatal, que poderia fazer a gestão mais
transparente da saúde”, acrescentou.
O vereador Angelo
Barreto (PT), que também participou do seminário, disse ser
favorável a criação de uma fundação estatal. “O maior problema
que a gente vê no atual modelo, é que a sociedade não tem nenhum
controle sobre essas organizações”, disse Angelo. “Em muitas
situações, os dirigentes (das organizações) ganham supersalários
e a sociedade não tem como intervir”, afirmou.
Dário
Saadi disse que a questão deve ser discutida com mais profundidade
na Câmara e pediu que o assunto entre na pauta da Comissão de Saúde
da Casa.
Texto: Assessoria de
Imprensa da Câmara Municipal de Campinas
Foto: A.C. Oliveira/ CMC
