Vereador quer Big Brother nas escolas
Um projeto de lei poderá permitir que os pais de crianças com idade de até sete anos acompanhem de casa ou do trabalho o que os filhos estão fazendo na escola.
A matéria, de autoria do vereador Professor Alberto (DEM), prevê a instalação de câmeras de monitoramento em todas as dependências internas da escola.<br /><br />A expectativa é que dentro de algum tempo, os pais possam receber essas imagens pela internet.
Pelo projeto, a determinação valerá para todos os colégios,
independente de ser público ou privado, estadual ou municipal.
“A minha proposta é abrir uma discussão ampla com pais, poderes públicos e sociedade.<br /><br />O meu objetivo não é tolher a liberdade de ninguém. A intenção é proteger mais as crianças e trazer uma sensação de segurança aos pais. Estaremos emitindo sinais a um possível agressor de que aquelas crianças estão sendo acompanhadas”, argumentou o vereador, autor do projeto.<br /><br />Em primeiro momento, as imagens serão restritas apenas para o acompanhamento dos profissionais da escola. Mas se os pais quiserem saber o que está acontecendo com os filhos, também poderão ter acesso as gravações porque as imagens deverão ser arquivadas por um período de quatro meses.
<br /><br />“A priori essas imagens ficam retidas na escola. Em um segundo momento, o ideal, é que sejam disponibilizadas na internet para que toda a sociedade protegendo as crianças”, disse o parlamentar.
Se por acaso, algum aluno for alvo de violência ou qualquer tipo de problema que não seja da rotina escolar, a direção da escola deverá ser imediatamente comunicada. <br /><br />O projeto de lei deve ser levado a votação em plenário nas próximas semanas.
Se sancionado pelo prefeito, as escolas terão o prazo de 90 dias para se adaptarem as novas regras. Em caso de não cumprimento da lei, as escolas particulares serão multadas em mil reais. Em se tratando de reincidência o valor dobra.
<br /><br />A multa será atualizada anualmente e seguirá as taxas do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor).
Já para os colégios públicos, a repreensão ficará a cargo das autoridades responsáveis. “Estou combatendo possíveis críticas de que estão transformando a sociedade em um grande big brother. Isso é tolice. As pessoas querem
segurança. As pessoas de bem não estão escondendo absolutamente nada”, concluiu Professor Alberto.<br /><br />Texto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas
<br />Fotos: A.C.Oliveira/ CMC<br />
