Projeto quer proibir alimento com gordura trans nas escolas
Um projeto que deverá
começar a tramitar na Câmara de Vereadores nas próximas semanas,
quer proibir a venda de alimentos e bebidas de alto teor calórico,
que contenham gordura trans em sua composição, nas escolas públicas
de Campinas. De autoria do vereador Professor Alberto (DEM), o
projeto pretende disciplinar o comércio de alimentos em bebidas nas
cantinas instaladas nos estabelecimentos de ensino.
O vereador avalia que, o que está acontecendo hoje nas escolas públicas é quase uma calamidade, já que crianças acabam consumindo alimentos de quase nenhum valor nutricional, numa dieta que, no futuro, pode trazer problemas graves de saúde. Para ele, o problema maior é que esse tipo de comida está sendo vendida nas cantinas.
“Ali, inacreditavelmente, se comercializa alimentos de péssima qualidade nutricional. Trata-se de um absurdo em termos de alimentação para a criança”, diz o vereador. “Precisamos de uma fiscalização severa, para que possamos criar uma nova cultura”, diz ele. “Se desde a escola, nós educadores começarmos a compartilhar, a ensinar hábitos alimentares saudáveis às crianças, certamente quando forem adultos elas poderão ter consciência da importância de uma alimentação equilibrada”, argumentou.
O vereador lembra que o projeto está propondo uma política de prevenção. “Temos de tomar medidas de prevenção, pois o mal do século 21 nem é a fome, mais, em alguns lugares, o problema é a obesidade”, disse.
PREFEITURA - A assessoria de Imprensa da Secretaria Municipal de Educação informa que na rede municipal não há cantinas e que os alunos são alimentados exclusivamente pela merenda oferecida pela rede. Hoje, a rede municipal é formada por 160 escolas e atende cerca de 55 mil alunos. São 153 creches, 49 naves-mãe e 43 escolas de ensino médio.
Texto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas
Foto: A.C. Oliveira/CMC
