Vereadores pedem reforma política e fim do “senador-biônico”
A bancada do Democratas na Câmara Municipal – formada pelos vereadores Campos Filho, Dário Saadi e Professor Alberto – reagiu às denúncias de irregularidades no Senado e pediu ao presidente José Sarney que adote as medidas necessárias para a implantação de uma ampla reforma política. Em moção aprovada na reunião desta segunda-feira (29/06) Campos Filho pediu a redução no tempo de mandato dos senadores e a submissão do candidato-suplente ao processo eleitoral, extinguindo-se, assim, a figura do “suplente-biônico”. De acordo com ele, o que está acontecendo no Senado “é uma vergonha”
“Nós aprovamos uma moção, que enviamos ao Senado Federal, sugerindo que, enquanto a reforma política não é feita, temos de fazer mudanças pontuais. A primeira sugestão é que o mandato de senador caia de oito para quatro anos”, disse o vereador. “Porque, para alguns parlamentares, ficou demonstrado que oito anos é muito. Muitos deles feriram quase de morte a democracia brasileira”, acrescentou.
O vereador Thiago Ferrari (PMDB) foi mais longe e pediu a extinção do Senado. “Eu gostaria de parabenizar a iniciativa da bancada do Democratas, mas apenas pela metade. Porque, na verdade, eu acho que deveria extinguir o Senado. Hoje, o Senado nada mais é que a formalização da perpetuação do poder. O Senado não tem utilidade alguma, a não ser para perpetuar o poder de alguns coronéis da política”, afirmou Ferrari.
O vereador O Politizador reagiu e respondeu a Thiago Ferrari. “Acho que o Sr. foi muito pobre em seu questionamento, vereador. Numa próxima etapa, vamos pedir a extinção também das Câmaras Municipais?”, perguntou ele.
Campos Filho pediu mudanças também no sistema de eleição do suplente de senador. “Muitas vezes alguém é eleito e, pouco tempo depois, deixa o cargo para a entrada de um suplente que poucas pessoas conhecem e que não foi eleito diretamente”, lembrou.
“Nós queremos, na verdade é acabar com o senador-biônico, aquele que fica por trás da campanha e que muitas vezes financia campanhas. Depois, o senador eleito sai de cena e entra no lugar o tio, o avô a sogra, numa situação que muitas vezes o povo nem fica sabendo”, acrescentou o vereador. “Na verdade, essa moção é mais um presta-atenção no Congresso e no governo já que a reforma política prometida pelo presidente Lula ainda não saiu do papel”, criticou.
O vereador Artur Orsi (PSDB) também defendeu a reforma política. “Essa discussão é importante porque o senador é eleito para ficar oito anos e muitas vezes se sente dono do mandato. Muitas eles coloca um suplente que não tem representatividade eleitoral alguma, não tem compromisso algum com o eleitor e isso tem que acabar”, disse.
Texto: Assessoria
de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas
Foto: A.C. Oliveira/CMC
