Vereadores visitam aterro sanitário em Campinas
Os vereadores que integram a Comissão Especial de Estudos (CEE) da Câmara que avalia sobre a situação dos aterros sanitários e da coleta de lixo em Campinas estiveram nesta terça-feira (28/04) no Aterro Delta 1, numa visita técnica. Formada pelos vereadores Luis Yabiku (PDT), Artur Orsi (PSDB) e Luiz Henrique Cirilo (PPS), a comissão conheceu detalhes do funcionamento do aterro.
Acompanhados pelos secretário do Meio Ambiente, Paulo Sérgio Garcia de Oliveira, e de Serviços Públicos, Flávio Augusto Ferrari de Senço, os vereadores se mostraram preocupados com o destino do lixo da cidade depois do esgotamento do Delta 1 – o que deve acontecer em cerca de 1 ano e meio.
Hoje a cidade produz 900 toneladas de lixo por
dia, que passarão a ser despejados no Delta B que , por sua vez,
ainda espera por licenças ambientais a serem emitidas pela Cetesb.
“Se a Cetesb, por algum motivo, decidir não emitir as licenças,
Campinas não terá onde mandar o seu lixo”, alerta Yabiku, que é o presidente da comissão.
“Temos de deixar tudo isso acertado, para que a cidade não se
corra o risco de ter de mandar o lixo para fora, porque o custo vai
ser muito alto”, avalia ele. “Por isso temos de pressionar a
Prefeitura para que todas as exigências técnicas sejam cumpridas”,
acrescentou o vereador.
Yabiku disse que não pretende antecipar a discussão, mas sugeriu, depois da visita ao aterro, que uma das soluções para o Delta B seria a mudança na gestão. De acordo com ele, seria bom se o município adotasse o sistema de Parceria Publico-Privada (PPPs) para o gerenciamento do novo aterro.
Ele disse ainda que o modelo a ser seguido deveria ser o do Aterro Bandeirantes, na cidade de São Paulo, que é controlado pelo Banco Brasileiro, Biogás e a própria Prefeitura. O gás metano produzido ali é encaminhado para a rede da Eletropaulo, que por sua vez abastece algumas cidades da região. Esse modelo, segundo Yabiku, gerou créditos de carbono no valor de R$ 70 milhões, e que a Prefeitura acabou vendendo a um banco suiço.
A Comissão pretende avaliar ainda os programas de
remediação de áreas do antigo Lixão da Pirelli e do extinto
Aterro Santa Bárbara.
Texto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas
Fotos: A.C. Oliveira/CMC
