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  • 2009
  • Vereadores visitam aterro sanitário em Campinas

Vereadores visitam aterro sanitário em Campinas

Vereadores visitam aterro sanitário em Campinas

Vereadores em visita à área do Delta B

Os vereadores que integram a Comissão Especial de Estudos (CEE) da Câmara que avalia sobre a situação dos aterros sanitários e da coleta de lixo em Campinas estiveram nesta terça-feira (28/04) no Aterro Delta 1, numa visita técnica. Formada pelos vereadores Luis Yabiku (PDT), Artur Orsi (PSDB) e Luiz Henrique Cirilo (PPS), a comissão conheceu detalhes do funcionamento do aterro.

Acompanhados pelos secretário do Meio Ambiente, Paulo Sérgio Garcia de Oliveira, e de Serviços Públicos, Flávio Augusto Ferrari de Senço, os vereadores se mostraram preocupados com o destino do lixo da cidade depois do esgotamento do Delta 1 – o que deve acontecer em cerca de 1 ano e meio.

Hoje a cidade produz 900 toneladas de lixo por dia, que passarão a ser despejados no Delta B que , por sua vez, ainda espera por licenças ambientais a serem emitidas pela Cetesb. “Se a Cetesb, por algum motivo, decidir não emitir as licenças, Campinas não terá onde mandar o seu lixo”, alerta Yabiku, que é o presidente da comissão. “Temos de deixar tudo isso acertado, para que a cidade não se corra o risco de ter de mandar o lixo para fora, porque o custo vai ser muito alto”, avalia ele. “Por isso temos de pressionar a Prefeitura para que todas as exigências técnicas sejam cumpridas”, acrescentou o vereador.

Yabiku disse que não pretende antecipar a discussão, mas sugeriu, depois da visita ao aterro, que uma das soluções para o Delta B seria a mudança na gestão. De acordo com ele, seria bom se o município adotasse o sistema de Parceria Publico-Privada (PPPs) para o gerenciamento do novo aterro.

Ele disse ainda que o modelo a ser seguido deveria ser o do Aterro Bandeirantes, na cidade de São Paulo, que é controlado pelo Banco Brasileiro, Biogás e a própria Prefeitura. O gás metano produzido ali é encaminhado para a rede da Eletropaulo, que por sua vez abastece algumas cidades da região. Esse modelo, segundo Yabiku, gerou créditos de carbono no valor de R$ 70 milhões, e que a Prefeitura acabou vendendo a um banco suiço.

A Comissão pretende avaliar ainda os programas de remediação de áreas do antigo Lixão da Pirelli e do extinto Aterro Santa Bárbara.

Texto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas

Fotos: A.C. Oliveira/CMC

Publicada em 28/04/2009 18h49